A população exige uma satisfação.

Edição: 344 Publicado por: Samir Resende em 06/06/2013 as 10:20

 
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De onde menos se espera, é que não vem nada mesmo, disse o genial Stanislaw, lá na década de 1950. Parece que Valença, mais uma vez, perdeu o bonde da história (esse bonde é sinistro!). Nunca na história desta cidade se viu tanta gente lamentando seu voto em tão pouco tempo, quase na mesma proporção do “falecido” Vicente Guedes. Falecido não, vivinho da silva, num cargo comissionado qualquer desses aí da administração pública.

Ao fugir pela porta dos fundos da Prefeitura (PMV), para não encarar os quinhentos servidores que estavam buscando diálogo sobre o direito legal de viver com dignidade, o Prefeito de Valença mostra que ainda não aprendeu que Democracia não é só ganhar eleição. Mas, ninguém pode dizer que isso é novidade, ou que “foi enganado”, pois, no ano passado, o ainda candidato também se evadiu do debate promovido no Democráticos pelo SEPE e Jornal Local.

No último dia 24 de Maio, a PMV era uma nau sem comando. Não tinha prefeito, não tinha secretário, não tinha ninguém para receber a multidão que, ordeira e pacificamente, se dirigiu à sede administrativa do município para receber o que é de direito: satisfação. Satisfação pelas escolas que estão infestadas de ratos e escorpiões, satisfação porque não chamam os aprovados em concurso, mesmo com as escolas – até hoje (6/6) – sem professores de matemática, ciências, português, libras, funcionários, sem merenda, material didático e de limpeza; explicações também pela correção anual de seus salários, garantida em lei, e corroída pela inflação galopante que vemos no caixa dos supermercados.

Na verdade, o governo colocou uma mulher (secretária do terceiro escalão), para receber a turba sedenta de explicações sobre que é feito com o dinheiro público. Achei cruel.

Não adianta nada o Prefeito ir para rádio, com o nosso dinheiro, e falar que a cidade está fu... ncionando mal por culpa do outro, quando as atitudes atuais são iguais - ou até piores – que as do antecessor. Nomear cargo comissionado para um parque de exposição que foi demolido há dois anos; assinar contrato com uma empresa de lixo duvidosa pelo dobro do preço, sem dar satisfação ao povo (poder legislativo); promover processo de seleção para emprego público por entrevistas, quando há concurso de provas e títulos em aberto; e não receber para o diálogo a representação eleita pela imensa maioria dos servidores é um atentado à democracia e um estelionato eleitoral que a população de Valença talvez não mereça.

É ingenuidade achar que os problemas da cidade têm só quatro anos (período do último governo, que também tem muita culpa), nossa crise vem de muito mais tempo. Lixo, escuridão e pagamento atrasado eu já vi em outros governos. Por isso, sem querer ser falso moralista, não adianta nada ficar lamentando o passado, se nossas ações não caminham para transformar o presente e o futuro. Já se foi metade do primeiro ano do mandato (12% do total), e acho que, se o governo não se acostumar com a transparência, e não se apegar ao apoio popular, a coisa vai desandar. Tomara que eu esteja achando errado.

Pisa na Barata

Valença é a cidade mais baiana do Rio de Janeiro. Só tem artista! O mais recente sucesso nacional é um funk saído deste lindo vale e parece que foi feito para quem anda nas ruas da cidade: Pisa na Barata (que sai do lixo na esquina), Pega a Galinha (pra não morrer de fome com o salário que se paga aqui) e Olha o Mosquito (da dengue)!

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