Freio

Edição: 688 Publicado por: Gustavo Abruzzini em 18/03/2020 as 15:48

 
Leitura sugerida

E a semana começou sob forte apreensão. Por conta da provável disseminação do coronavírus, no país, diversas atividades da vida social estão sendo paralisadas. Porém, difícil será convencer o brasileiro a deixar a rua e a praia de lado, para ficar em casa. Em geral, parece-me, que o brasileiro não é muito afeito a atividades caseiras. Praia, para o carioca, e rua dos Mineiros para o valenciano são programas que fazem parte da liturgia de serem quem são. Mas, façamos um esforço e quando o vírus passar voltamos a viver a alegria do encontro. Afinal, pode custar caro ser teimoso, neste momento.

 

Volta e meia

E ainda não foi desta vez que Valença se viu livre da malfadada estatal da água. A Justiça brasileira em sua colcha de recursos, forneceu mais um e deixou o prefeito e sua equipe com os decretos na mão. E até o dia do fechamento desta edição, o jurídico municipal não havia revertido a liminar que mantém a sobrevida da Cedae por estas terras.

 

Cedae não se foi

A frustração diante da tenacidade da estatal aquática de um lado e a queda do cavalo por parte de assessores do prefeito, de certa forma, podem estar deixando a candidatura deste governo à reeleição em dificuldades. Afinal, se já não bastasse a natural rejeição de quem governa, um tiro no pé deste calibre seria desnecessário desgaste de uma novela que pode ser decisiva no capítulo palanque.

 

Panorama

E por falar em eleição, continua o zum-zum-zum. Articuladores profissionais, de olho nas bocadas que uma virada proporciona, estão lançando possibilidades. Assim é que se fala de união entre Fabio Ramos e Gelson Sampaio. Fala-se, ainda de apoio da instituição superior a Fabio Ramos garantindo que seu vice seria jovem dirigente de destaque na UniFAA, que refuta de pronto tal ideia. Mas, ao que parece, deste aeroporto de práticas e processos pouco democráticos, dificilmente se levantará algum voo. Continuamos com todos contra todos.

 

André

Recentemente, troquei mensagens com o eleito e não empossado André Correa. Ele colocou que por orientação dos advogados e dos parentes não deve conceder entrevistas. Entretanto, ressaltou o que considera injustiçamento pelo qual passa. Começando pelo fato de o Supremo Tribunal Federal ter considerado que, em sua prisão, não foram obedecidos aspectos legais e constitucionais. Isto é fato?

 

 

Impedido

Alega André Corrêa que depois de ter ficado detido por um ano, sem ser julgado ou condenado, até hoje não lhe foi permitido prestar depoimento ao juiz do caso. E que nos autos do processo, a Receita Federal teria considerado o patrimônio compatível com sua renda. E que na mesma linha, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) não encontrara irregularidades na movimentação financeira do então deputado. Isto seria prova.

 

Isolado

Por fim, André ressaltou que nenhum empresário delator citou qualquer atitude ilícita dele. E que permaneceu preso um ano sem julgamento em instância alguma. Não foi condenado e sequer teve chance até hoje de ser ouvido pelo juiz do caso. Para ele, no seu caso está valendo a presunção de culpa e não a presunção de inocência, como determina a Constituição. André está convicto de que, quando tiver garantido o direito constitucional de depor, esclarecerá todos os fatos, e segue confiando de que lhe será feita justiça. Isto seria suficiente?

 

Bom senso

Se todos ficarmos doentes ao mesmo tempo, não haverá capacidade dos hospitais para nos fornecer o tratamento adequado. Então que seja a hora de nos voltarmos para livros, filmes e muita conversa em família. Bom senso, pessoal. Vamos superar. Isso passa logo.

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