Dizer mais o quê?

Edição: 689 Publicado por: Marilda Vivas em 25/03/2020 as 07:59

 
Leitura sugerida

CEDAE

Desgraça pouca é bobagem.

Mal tivemos o gostinho de ver e sentir uma melhoria na qualidade da água que chega às nossas torneiras, e tudo volta à estaca zero. Com o retorno da Cedae, cai a qualidade e volta a circular, via redes sociais a que tenho acesso, notícias desabastecimento em vária partes da cidade, como é o caso da rua Barão de Mauá, localizada no Barroso, por exemplo.

Valença não será descartada tão facilmente assim, pela Cedae. A empresa, em processo de privatização, vai brigar até à gota de sua água para manter esse nicho de lucro em sua lista de ativos. Temos um potencial de negócio que não pode ser desprezado assim. Prestar serviços de qualidade ao povo são outros quinhentos.

 

Preços abusivos

Marcação cerrada em cima dos estabelecimentos comerciais que estão majorando os preços de produtos essenciais para a população em tempos de pandemia.  Não só isso. Os valencianos também estão atentos aos casos de desobediência das normas de recolhimento social imposto pelo Poder Executivo. Entristece mais ainda esse quadro a quantidade de fake news veiculadas nas redes sociais.

Bom será se nos conscientizarmos de vez que estamos vivendo um período diferenciado de tudo aquilo que já provamos. Ter responsabilidade nas questões que dependem de nós, é imprescindível. Se não depende, mantenha-se sereno. Faça silêncio. Sejamos responsáveis para com o todo. Afinal, somos companheiros de uma mesma e única jornada.

Mitos não sabem o que é ser solidário indistintamente. Não nasceram para isso.

Culê culê, meu pirão primeiro.  

 

Medida Provisória 927/2020

A Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), representativa de quase quatro mil magistrados e magistradas do Trabalho de todo o Brasil, veio a público manifestar seu veemente e absoluto repúdio à Medida Provisória nº 927/2020, que dispõe sobre “medidas trabalhistas” a serem adotadas durante o período da pandemia Covid-19 (“coronavírus”).

Mais conhecida como MP da Morte, a medida editada pelo presidente da República em pleno contexto de tríplice crise - sanitária, econômica e política, foi amplamente rejeitada pela sociedade não restando aos seus executores outro caminho senão a lata do lixo.

Para a Anamatra, “a presente crise não pode, em absoluto, justificar a adoção de medidas frontalmente contrárias às garantias fundamentais e aos direitos dos trabalhadores. Impor a aceitação dessas previsões, sob o argumento de que ficarão todos desempregados, não é condizente com a magnitude que se espera do Estado brasileiro. Os poderes constituídos – Executivo, Legislativo e Judiciário - e a sociedade civil são corresponsáveis pela manutenção da ordem constitucional. Em momentos como o presente é que mais se devem reafirmar as conquistas e salvaguardas sociais e econômicas inscritas, em prol da dignidade da pessoa humana e do trabalhador e da trabalhadora, do desenvolvimento sócio econômico e da paz social.”

Para melhor compreensão, transcrevo dois outros pontos contidos na Nota de Repúdio emitida pela Associação, para que tenhamos a noção exata dos descaminhos tomados pelo atual governo federal.

 

“4. A Medida Provisória nº 927 retira dos trabalhadores e das trabalhadoras as condições materiais mínimas para o enfrentamento do vírus e para a manutenção de básicas condições de subsistência e de saúde. E, na contramão do que seria esperado neste momento, não promove qualquer desoneração da folha ou concessão tributária – com a exata e única exceção do FGTS, parte integrante do salário. Há omissão, que se converte em silêncio injustificável, quanto à proteção aos trabalhadores e às trabalhadoras informais. É notável a desconsideração sobre a justiça e a progressividade tributárias. Ademais, a forte, e necessária participação estatal, assumindo parte dos salários, não aparece como solução.”

 

“5. As inconstitucionalidades da Medida Provisória nº 927 são patentes. A Constituição de 1988 deve ser invocada sobretudo nos momentos de crise, como garantia mínima de que a dignidade dos cidadãos e das cidadãs não será desconsiderada. A Constituição confere à autonomia negocial coletiva, e aos sindicatos, papel importante e indispensável de diálogo social, mesmo, e mais ainda, em momentos extraordinários. Estabelece a irredutibilidade salarial e a garantia do salário-mínimo como direitos humanos. Adota o regime de emprego como sendo o capaz de promover a inclusão social. Insta ao controle de jornada como forma de preservação do meio ambiente laboral, evitando que a exaustão e as possibilidades de auto e de exploração pelo trabalho sejam fatores de adoecimento físico e emocional.”

 

Dicas filosóficas

“Pequenos segredos para desenvolver a vida interior”, no YouTube... Pense numa palestra apropriada para dias como esses! (www.youtube.com/novaacropole)

“Filosofia em quarentena”: corpos separados, corações unidos, mais unidos que nunca!

Enviado pela querida professora filósofa Lúcia Helena Galvão, a quem sou grata.

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