Todos se acham certos

Edição: 689 Publicado por: Marcelo A. Reis em 01/04/2020 as 08:48

 
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Caro leitor; 

Os mineiros, sempre muito sábios, dizem que “quando dois brigam, os dois têm razão”. Fico pensando. É, em linguajar popular, o velho preceito do “contraditório”. Há que ver, que ouvir todos os lados da questão. Não há dono absoluto da verdade. Claro que estou falando, referindo-me ao coronavírus. Não se fala em outra coisa. As teorias, das mais concatenadas às mais estapafúrdias, são apresentadas. Muitas destas últimas com ares de seriedade e credibilidade. Mesmo quando não o são. Fico, na quarentena, a garimpar coisas sérias. Críveis! Achei, por exemplo, um trecho de uma entrevista do Osmar Terra em que, de maneira racional e equilibrada, argumenta em favor de uma flexibilização maior da quarentena. Vejo o ministro da Saúde como um “achado” no meio da crise. Há dias vi alguém compará-lo a um jogador não muito conhecido que aparece, cresce e torna-se o craque do meio da partida. Aliás, sem defender o presidente, mas já o fazendo, vários o atacam, “defendem” os ministros. Bons, ótimos e excelentes! E “esquecem” que a primeira qualidade de um dirigente é saber montar a sua equipe. E “esquecem” que foi Jair Messias Bolsonaro quem os escolheu e nomeou para as respectivas pastas.

O Ministério Bolsonaro é composto dos melhores, dentre os melhores, nomes, civis e militares, disponíveis na “praça”.

O presidente, já o disse em diversas ocasiões e aqui, é um combatente nato. Parte para o choque, para a luta. É hora de buscar, juntar, agrupar... Por outro lado, vejo Bolsonaro com uma aguda percepção do “pensar” do homem comum. Oriundo da classe média baixa manteve/mantém um elo, uma vinculação com as suas ansiedades/ necessidades. A preocupação das pessoas comuns quanto à sua sobrevivência é muito grande. 

Nunca fui, e nem posso ser, adepto de censura à imprensa, mas temos que reconhecer a existência de setores desta, notadamente do maior grupo, que buscam operar, tutelar as ações de governo de acordo com os seus interesses. O noticiário do grupo empresarial Globo é uma massificante operação; “lavagem cerebral”!

Há que termos um ponto de real, equilíbrio entre a necessidade de quarentena e a sua flexibilização. Tudo conduzido de forma articulada e organizadamente.

Quando o Governo monta um Gabinete de Crise para, de maneira abrangente, em uma organização de estado maior fazer o adequado enfrentamento a um inimigo gigantesco, o que acontece?

Ficam na fofoquinha sobre a saída ou não saída do ministro Mandetta!

Quero que ele continue, mas quem resolve é o presidente da República. 

Gostemos ou não, Jair Bolsonaro é o presidente da República eleito. Quem não gostar dele tem o direito de organizar-se e tirá-lo no próximo pleito.

Assim é a Democracia. 

Que a imprensa, acompanhe, investigue, apure, critique... Cumpra o seu papel, mas tal não pode ser “operar” as notícias, os fatos...

Até a próxima...

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