Muvuca

Edição: 692 Publicado por: Gustavo Abruzzini em 15/04/2020 as 08:36

 
Leitura sugerida

Nas semanas que passaram fui ao supermercado na sexta-feira (3/4) e voltei na terça-feira (7/4). Na primeira, ainda sem regulamentação de controle de clientes, consciente dos riscos, agi com rapidez e objetividade, mas com muita dificuldade de conduzir meu carrinho de compras diante dos corredores lotados de clientes. Nos caixas, fazíamos filas. Estacionamento lotado. Imaginei, deve ser amanhã, então, o dia que não pode ficar para depois de amanhã. Resolvi minhas pendengas em vinte minutos e corri para casa. E lá fiquei quieto e penitente.

 

Muvuca 2

Na segunda ida, na terça-feira (7/4), já com as regras de limitação de clientes, ainda achei bastante carregado de pessoas. Na peixaria, então, grande fila se formara. Como sempre, corri para pegar o que precisava e com o máximo de praticidade e objetividade, me apressei para logo chegar em casa. Tem sido visível que muita gente deixa nas mãos de Deus e não está nem aí para o coronavírus.

 

Poeira

Tenho passado meus dias, com certa alegria. Em casa, em família, vou, aos poucos, colocando em ordem muito da vida que se acumulou. Livros, jornais antigos, fragmentos de informação de pesquisa, fotografias e vídeos. O acervo está grande e já não era de hoje, precisava de um cuidado maior de seu mentor. Achei até poesias de uma fase juvenil. Agora, estou pensando se jogo fora ou se mantenho guardada a sete chaves.

 

Paranóia

Junto com o tal pico da pandêmia, eu cá prevejo o pico da inconformidade dos que estão levando à sério o isolamento social. Afinal, como bem destacou o Artur Xexéo na sua coluna de domingo no O Globo, acreditamos, lá atrás que em quinze dias tudo voltaria ao normal. E quando estes quinze dias iam por terminar, falou-se em mais quinze dias. E assim, de quinze em quinze dias, vamos ficando com uma sensação de que não sairemos nunca mais de nossas casas.

 

Desabafo

Pegou fogo, o desabafo de um conhecido artista que revoltado com a parada da economia atacou nossos governantes com contundência “palavrória”. Quem não viu, imagine os mais cabeludos palavrões. Mas o que parece que mais o irritou, foram as seguidas e intermináveis postagens nas redes sociais com o tal do “Fique em casa”. Aquela história da overdose do “tamos aqui”, já criticada nesta coluna.

 

Emendas

Enquanto isso, a assessoria do deputado federal Luiz Antônio Corrêa (PL) informa que os hospitais Escola, de Santa Isabel e Gustavo Monteiro Jr. (Conservatória) receberão R$ 312,5 mil, R$ 250 mil e R$ 250 mil - respectivamente - por meio de emendas parlamentares de sua autoria.

Álcool

E a BR Distribuidora anuncia que está doando etanol para as universidades com capacidade de produzir álcool 70%. Segundo nota da empresa, o Cefet de Valença é a primeira da região a receber a matéria prima para produzir o álcool para ser utilizado na higienização de macas, corredores, elevadores e instalações em geral de nossos hospitais.

 

Firme

O Jornal Local, apesar de pouco reconhecido, tem se mantido ativo, apesar de as bancas estarem fechadas. Pela quarta semana seguida, estamos produzindo nossa edição semanal, prestando relevante serviço de levar informação útil e oficial de primeira ordem a nossos leitores, sobretudo nossos assinantes que recebem seu exemplar no confinamento de casa. Embora, nossa missão e nosso alcance, em geral, não são de fato reconhecidos por muitos agentes políticos de nossa cidade, que só enxergam comunicação como sendo aquela gerada na sintonia da bajulação ou da autopromoção, continuamos a conjugar o verbo informar e entreter com responsabilidade e comprometimento social, apesar dos riscos a nossa própria saúde. Contamos, sempre, com o seu apoio, leitor fiel.

 

Toda carga

Aliás, aos leitores que nos procuram, informamos que nossa distribuição de assinaturas continua sendo feita normalmente, e que a carga que se dirigiria para as bancas, tem sido redividida pelas padarias e pontos alternativos de venda que mantemos por toda a cidade. Além disso, o jornal ainda pode ser obtido no balcão do Lapav e na recepção do Hospital da Unimed.

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