Ir e vir

Edição: 696 Publicado por: Gustavo Abruzzini em 13/05/2020 as 08:47

 
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Estamos nos encaminhando para dois meses de isolamento social. Após várias tentativas de conter o vírus, o Executivo Municipal emitiu o decreto que se não fecha, restringe a entrada de automóveis no município. É claro que são válidas todas as ações, e esta acrescenta-se ao fechamento de escolas e do comércio; além da recente obrigatoriedade do uso de máscaras. No entanto, a nosso ver, fica a impressão de que melhor seria que os decretos fossem invertidos. Primeiro o fechamento do livre acesso; em seguida o fechamento de escolas e o uso obrigatório de máscaras; e, aí sim, por fim, o fechamento do comércio, se necessário fosse, como última alternativa anterior ao lockdown. É claro que, como sempre, falar é fácil, difícil é ter responsabilidade e decidir por todos. Todo apoio ao prefeito, até porque, eu não queria estar na pele dele!

 

Gratidão

Até aqui, Valença tem mesmo é que erguer as mãos aos céus e agradecer por ter aqui o Hospital Escola. A crise pandêmica nos alcança num dos melhores, senão o melhor, momento porque passa a mantenedora de nossa tão pouco enaltecida, pelos serviços que presta, Faculdade de Medicina de Valença. Pois há, pelo Brasil inteiro, municípios que nos invejam, pois pouco têm em matéria de Saúde e que vivem apreensivos tendo de sempre recorrer ao tumulto dos grandes centros. Nós, além do HE, temos, ainda a nos privilegiar, uma maternidade de primeiro mundo e dois hospitais em distritos (Santa Isabel e Conservatória), sem falar na cooperativa de médicos que mantém aqui um hospital e constrói um novo. Diante disso, considero que somos mesmo privilegiados em matéria de Saúde. Muitas vezes reclamamos de barriga cheia.

 

Pelas ruas

Desde de que foi decretado o isolamento social na cidade, nós do Jornal Local, temos trabalhado no esquema home office. Apenas para o fechamento recorremos à redação, o que fazemos em uma manhã de forma ligeira para corrermos para nossas casas. Porém, as semanas foram passando e a percepção foi a de que pouco adiantou esta medida visto que as ruas sempre estiveram com grande afluência de pessoas e um dos serviços públicos que deixaram de faturar uma boa grana foi, seguramente, o estacionamento rotativo. Esta semana ele está de volta. Sinal de que as coisas estão voltando ao normal?

 

Covardia

Entretanto, o que ficou patente nesta pandemia foi que o cordato brasileiro, sempre tão humilhado em sua cidadania, há muito está alijado dos serviços bancários. Assim, seja para se cadastrar ou receber o subsídio governamental, ou para simplesmente seguir sua vida de aposentado, pensionista ou de pobre precisa, todos os meses, encarar a rua e as filas diante dos bancos para receber seus parcos recursos ou pagar suas contas. O sistema bancário não atende o grosso da população faz tempo, recusando-se a aceitar o pagamento de contas de quem não é cliente ou jogando uma massa de pessoas pouco afeitas com informática, para se entender com máquinas chamadas de caixas eletrônicos. Uma covardia que nossa “elite” política insensível nunca vê, ou se já viu preferiu ficar do lado dos poderosos banqueiros, que cada vez mais empregam menos e faturam cifras escandalosas.

 

O mato

A reclamada manutenção da atualmente perigosa RJ-145, trecho Valença-Barra do Piraí, começou. Cerca de cinco homens, com uniforme novo e reluzente do DER-RJ, estão aparando o matagal que invadiu os propalados acostamentos. Como a equipe é reduzida, o trabalho é lento. Corre o risco de quando chegar a Valença, na outra ponta o mato já ter se regenerado.

 

Crônico

E desde quando surgiu essa vida diferente, o prefeito arregaçou as mangas para por fim ao crônico problema da falta de vazão das águas da chuva na avenida Nilo Peçanha, em frente ao Club Fenianos. A obra nos faz crer que agora o problema se resolve. E a rua João Pereira ainda ganhou um novo revestimento asfáltico.

 

Dando voltas

Outra frente mantida, é a pintura do prédio do antigo Instituto de Educação, agora municipalizado. A nova cor, que já se via no sesquicentenário arco do belo portão, agora vai tomando as paredes do prédio que foi construído em terreno da Associação Balbina Fonseca, para abrigar o Colégio Municipal Theodorico Fonseca, na década de 50, que depois foi encampado pelo Estado e mais tarde desapropriado, e agora está de volta ao município. O antigo e cansado azul, transforma-se em amarelão.

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