Enfim a maturidade!

Edição: 360 Publicado por: Hélio Suzano em 26/09/2013 as 09:54

 
Leitura sugerida

Venho construindo dentro de mim algumas conclusões por sobre tudo que vi e vivi até aqui. Frutos da maturidade adquirida na fronte das nossas batalhas cotidianas. E uma destas conclusões é certeza: não adianta ficar remoendo problemas, se estressando em busca de saídas que, simplesmente, não existem.

Para quem está de fora, parece mais fácil perceber quando uma coisa não vai dar certo - vai dar em nada. E percebam meus amigos, isto ocorre em situações variadas quando o “outra vez” só serve para desperdiçar tempo. Tudo conspira contra num momento destes, pois a derrota não estava no script e a palavra desistir é quase impronunciável em tempos modernos onde a competividade é absurda.

Todos os nossos desejos e vontades pressupõem resultados positivos. Creio eu que ninguém em sã consciência entra numa peleja para perder. Acreditamos sempre num final feliz: que nossas ações e reações serão bem compreendidas e aceitas como resultado de um trabalho, de um esforço, de dedicação extrema. Mas, infelizmente, às vezes, não é assim que acontece. E nem é por culpa de ninguém, simplesmente porque talvez, quem sabe, subestimamos o tamanho do adversário. Supomos que era possível, factível, e que daríamos conta perfeitamente de superar aquele obstáculo. Só que não foi assim. E aí vem aquela coisa de não desistir, perseverar, não fugir à luta, ir adiante etc. Vêm as cobranças, até mesmo internas: eu posso, “sou plenamente capaz de superar este desafio e produzir muito, mais e melhor do que é feito hoje”. E aí de novo, outra vez, mais uma vez e, nada. Batemos na trave, passou perto, por um triz, puro azar. E ficamos sugestionados de que, “não é pra mim”.

Surge aquela pergunta: até quando vale a pena ficar investindo num projeto que não se viabiliza? Até quando? O engraçado é que, intuímos que talvez, daquela forma, naquele momento, a coisa não daria certo. Mas, putz! É difícil aceitar o fracasso e reconhecer que apesar do nosso valor, das nossas condições excepcionais, o jogo requeria outras aptidões naquele momento. Aptidões que não temos. E aí vem, mais uma vez, a pergunta: vale a pena insistir? Num tempo em que o sucesso é cada vez mais efêmero e que, quem está por cima hoje, amanhã já não é ninguém. Um sucesso mediático, superdimensionado, onde desconhecidos sem qualquer trabalho, da noite para o dia, estouram a boca do balão num sucesso avassalador. E só você quebra a cara?

Eis que surge então a resposta: é hora de parar. Talvez seja difícil tomar essa decisão. Tem que ter coragem! Mas é a melhor coisa a fazer quando as coisas não se encaixam, não aderem, não dão liga. É preciso aceitar que, talvez o momento não fosse aquele e que outras oportunidades virão, no tempo certo _ tempo esse que não somos nós que decidimos.

Aí vem outra certeza, adquirida com a maturidade, que subverte a sentença: nem sempre quem cruza a linha de chegada em primeiro é o campeão. Mesmo na contramão, o que parece fracasso, para os outros pode se traduzir numa opção madura e corajosa onde a concepção de “vitorioso” assume toda uma relatividade bem restrita. E assumir o caminho contrário ao senso comum, insistindo no jogo, traduz sua força e a maneira como gosta de se expressar na vida.

Talvez a escolha da estratégia de jogo tenha sido errada. Falar grego em Roma pode não ser pra mim. Quem sabe eu deveria começar pelo português? Investir em projetos que tenham a ver com minhas possibilidades; que tenham afinidades com o meu caráter e minha forma de caminhar. E, de repente, você percebe que consegue alcançar seu objetivo lá de trás, por outro caminho. E assim entender que o fracasso, definitivamente não representa o fim do jogo. É apenas a oportunidade que você está se dando para encaixar seu jogo, seu projeto, seu sonho, suas possibilidades, logo ali, na frente, em frente, num futuro próximo, possível e feliz.

0 comentários

avatar
Escreva seu comentário...
Seu nome...
Seu email...