Ainda o “Fla X Flu jurídico; Ap 470 ou no popular “O Mensalão”

Edição: 360 Publicado por: Marcelo Ricardo em 26/09/2013 as 11:27

 
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Desta vez escrevo, após o tão esperado voto do ministro Celso Melo que, se juridicamente correto, frustrou a nação como um todo de uma maneira geral. Não me frustrou. Pessoalmente, o que aprendi nos bancos da Faculdade de Direito da UERJ, há mais de quarenta anos com mestres como Afonso Arinos, Oscar Dias Correia e outros de igual quilate, ficou pelas brumas do tempo. Contudo, vários antigos colegas, no topo da magistratura, se disseram, tecnicamente, contra o provimento aos embargos. E o Luiz Fux, meu calouro, se não disse diretamente para mim, o disse em substancial voto para toda a Nação. Não é por aí que não me surpreendi, mas o “faro político”, a vivência nos bastidores indicavam que o resultado só poderia ser o que foi. Surpresa tive quanto ao placar. Imaginei, antes, que seria 8 X 3.

Não preciso dizer que era, e sou, contra os tão badalados embargos. Por razões políticas. Não partidárias, mas por ver aí a fresta, a senda, por onde o Brasil deixaria de ser o país do cambalacho, do compadrio, do amiguismo, do parentismo. Sonhei com o STF julgando e condenando outros ladravazes do dinheiro público. Imaginei as “Excelências” agindo com justiça, mas com muito rigor para com o “Mensalão de Minas” e o “do DEM”.

Mas como o amigo leitor deve ter reparado todos os partidos permaneceram o tempo todo, e continuam, quietos. Bico calado! Todo mundo tem rabo preso. É um “Mar de Cumplicidades”, para uma vez mais “roubar” a apropriada expressão do “Velho Briza”.

A criação de precedente que pode suavizar todos os julgamentos futuros é o “sonho dourado” de todos eles. Acima das ideologias o que os une é a fome pelo dinheiro público, é a leniência da magnânima “Pizzaria Brasil”.

Decisão de juiz, aprendi na faculdade e na vida, não se discute. Cumpre-se e/ou recorre-se.

Mas o descalabro, inclusive no Judiciário, chegou a tal ponto que o “restinho” de esperança nas instituições que ainda tinha o cidadão comum, que trabalha e paga impostos, cada vez maiores, se esvaíram. Ainda estamos todos, me incluo, sonados pelo “soco” recebido, mas brincam com a paciência da população que não mais aguenta ser saqueada. Para ela tudo é chicana! Tudo é armação! Pouco importa que o “novato”, com caras e bocas, fazendo jus a sua alta reputação, como jurista, saque, mesmo contradizendo escritos anteriores de sua própria autoria, argumentos bem fundados sobre não se “influenciar pelo clamor das ruas”.

A “máquina” conseguiu moer a mais alta corte do país!

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