Melhoram as expectativas para o fim do ano...

Edição: 362 Publicado por: Sonia Vilela em 10/10/2013 as 08:47

 
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O final do ano representa para a economia um final de fluxo. Todos os holofotes tendem a ser direcionados para as festas de Natal e do Ano Novo. Neste último trimestre, há um conjunto de previsões com uma pequena variação positiva dos indicadores.

O mercado financeiro elevou a expectativa de crescimento da economia para 2013. Ainda que modesto, há previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,40% para 2,47%. Há, também, previsão da redução do déficit da dívida do setor público. Por outro lado, a taxa básica de juros, a Selic, tende a fechar o ano em 9,75% ao ano e a inflação em 5,8%, dentro da meta estabelecida pelo Banco Central. Se por um lado a inflação recrudesceu, o aumento da Selic significa para o consumidor um aumento, ainda maior, nos juros. As expectativas para as taxas de juros para o consumidor já alcançam 91% ao ano. Quando os juros sobem as vendas diminuem, já que boa parte das vendas só é possível por meio de financiamentos, e as variações da Selic acabam por tornar o crédito mais seletivo impactando as compras. O crédito mais caro e mais seletivo reduz as vendas, principalmente dos bens que têm maior valor agregado, e obviamente, maior preço final. A falta de crédito, ou crédito mais caro, impede a maioria da população o acesso ao consumo desses bens.

As expectativas dos empresários do comércio tem tido uma leve tendência positiva na comparação com o mesmo período do ano passado, ainda que modestamente, é demonstrado pelo Índice de Expectativa do Empresário do Comércio. Essa melhora confluirá para um aumento no número de vagas, principalmente nos setores de vestuário, supermercados, eletrodomésticos e móveis. A expectativa é que serão criadas 170 mil novas vagas de trabalho temporário nos próximos meses.

As pesquisas divulgadas pelo Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA) feitas em São Paulo, comprovam que há uma menor propensão às compras de bens duráveis, apenas 46,8% deverão adquirir um bem durável entre outubro e dezembro. Ainda, segundo a pesquisa o item vestuário e calçados é destaque como o de maior intenção de compra, (com 24%), seguido por viagens e turismo (com 12,6%) e linha branca (com 8%).

Há uma desaceleração da intenção de consumo, o comércio espera crescer apenas 4% neste ano e há também uma tendência menor do interesse ao financiamento. O número de interessados em contrair crédito nos próximos três meses passou de 13,4% em agosto para 12,6% em setembro, dados da mesma pesquisa.

Essa desaceleração, crescimento menor do que o crescimento dos anos anteriores é resultante da combinação de baixo crescimento da renda, juros altos, inadimplência alta (mas em queda, 6,12% nos próximos meses) e comprometimento da renda (21,5% só com crediário e 22% com educação).

Esse conjunto de variáveis provavelmente permitirá maior seletividade no consumo e provável comprometimento dos gastos dos recursos provenientes do décimo terceiro salário e menor endividamento futuro. De qualquer forma, as festas de final de ano representam a melhor época para o comércio, só que neste ano precisará de uma dose extra de criatividade para conseguir bons negócios.

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