Lembranças

Edição: 363 Publicado por: Ney Fernandes em 17/10/2013 as 09:33

 
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Não gostaria de colecionar as lembranças de tudo que estamos vivendo no Brasil, nos dias de hoje. São tantos os casos, são tantos os problemas a que no dia a dia assistimos e tomamos conhecimento através da mídia, que chega a nos assustar. Por mais que não queiramos voltar ao assunto da “corrupção”, é impossível calarmos diante dos absurdos escabrosos que invadem nossas salas e através da televisão. Lá estamos nós estáticos, como se estivéssemos incapazes de esboçar, qualquer reação. É uma corrupção total e indiscriminada, que começa nos municípios, vai aos governos estadual e federal. Ficamos a imaginar o que poderia ser o Brasil, em desenvolvimento, se não houvesse toda essa roubalheira e tantos desvios do erário!

Um povo tranquilo, escolas funcionando, com a merenda escolar em dia, professores bem pagos, povo saudável, com atendimento honesto na saúde, remédios para todos aqueles que deles necessitam etc... Mas, isto é uma utopia? Não! É perfeitamente possível e simples de ser resolvido! Vamos ouvir um pouco, a colunista da Revista Época Ruth de Aquino, quando diz: “como processar quem não nos representa? Não somos vândalos. E deveríamos ganhar flores. Cidadãos que respeitam as regras são diariamente maltratados por serviços públicos ineficientes. Como processar o prefeito e o governador se nossos impostos não se traduzem no respeito ao cidadão? Como processar um Congresso que se comporta de maneira vil, ao manter como deputado, em voto secreto, o presidiário Natan Donadon, condenado a treze anos por roubo do dinheiro público? Se posso ser multado (e devo ser), caso jogue no chão um papel de bala, por que não posso multar o prefeito quando a cidade não funciona? E por que não posso multar o governador, se o serviço público me provoca sentimentos de fúria e impotência? Como punir o vandalismo moral do Estado? Ah! Pelo voto. Não, não é suficiente! Deveríamos dispor de instrumentos legais para processar quem abusa do poder contra os eleitores – e esse abuso transcende partidos e ideologias.”

Com muita propriedade a colunista Ruth de Aquino coloca a questão do cidadão/eleitor e é um momento em que não podemos perder a noção de quem é, de fato, o verdadeiro inimigo do povo! Precisamos de instrumentos que nos deem a oportunidade de punir: prefeitos, vereadores deputados – políticos que vivem tropeçando na própria sombra. O século XXI parece que ainda não chegou a Valença! O atraso político/administrativo com que somos obrigados a conviver em nosso município, medidas que são tomadas e que não beneficiam o povo, a cidade está abandonada, lixo espalhado, passeios esburacados – se você não estiver atento – a cada passo está sujeito a levar um tombo e você, que é cidadão valenciano, sabe tanto quanto os demais que está faltando competência administrativa, quer dizer falta tudo, inclusive a transparência, que é uma obrigação da administração e da Câmara de Vereadores. Exatamente: a cronista está certa, precisamos de fato, de instrumentos capazes de punir todos aqueles que se colocam contra o povo e com urgência! Por mais longa que seja a noite, o dia sempre virá!

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