Humanidade

Edição: 366 Publicado por: Ney Fernandes em 07/11/2013 as 09:38

 
Leitura sugerida

“Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.”

Charles Chaplin

 

O Século XX nos deu a oportunidade de conhecermos e até, por que não, convivermos com seres humanos extraordinários que dedicaram - e muitos ainda dedicam - suas vidas, pelo bem-estar da humanidade. Seja nas artes, na ciência, na cultura, na luta pela igualdade de oportunidades, na luta por uma sociedade sem misérias e justa, etc. Homens como Nelson Mandela que mesmo preso, durante 27 anos, continuou lutando por sua liberdade e pela liberdade de seu povo na África do Sul e conseguiu esta liberdade que foi tão sofrida; um Leonardo Boff, teólogo e filósofo da Teoria da Libertação, convicto de suas ideias, que dentre muitos, escreveu o livro “Comer e beber juntos e viver em paz”; Oscar Niemeyer, falecido recentemente, que deu sua magnífica contribuição na arquitetura, nas artes e na cultura, trabalho reconhecido mundialmente, que vai durar pela eternidade, e muitos outros. Saindo de um mundo onde o pensamento enobrece o homem, desembarcamos na estação da vida e deparamos com um mundo cruel, onde, infelizmente, os políticos, principalmente certos políticos, que continuam acreditando, ainda, exercer um poder que já não têm e, comportando-se como um autista diante de uma nova realidade, são incapazes de enxergar e, não se dão conta de que o país mudou. E da formação da opinião pública e da decisão do voto também! Os senhores gestores do poder público, devem também atinar com as mudanças pelas quais está passando o mundo e, o Brasil também passa, faz parte da lógica universal.

Mas enquanto esse poder se desgasta cada vez mais, somos testemunhas das iniquidades que vêm sendo cometidas contra o povo de um modo geral. A violência é fruto da insensibilidade, das covardias quando o homem, pretensiosamente, se coloca numa posição onde se julga intocável e, ainda, acima do bem e do mal. A violência está, quando o munícipe precisa do remédio a que tem direito para continuar vivendo, e não recebe, ficando meses e mais meses numa agonia sem fim, na incerteza se no próximo mês vai receber o remédio e continua não recebendo; parece que alguns pacientes começaram a receber os remédios mas fica a pergunta: - Será que o paciente terá que continuar recorrendo à justiça? É preciso o Ministério Público entrar neste meio e mandar um basta nesta falta de vergonha! A violência não é só o uso da arma que mata, é o desemprego, é a fome do povo, é a morte da criança desnutrida, é a falta de escolas e muito mais. A violência está também, no “ladrão” que invade o Erário deixando uma população sem os benefícios a que tem direito. São tantos os problemas, e que todos nós conhecemos, que chegamos a não entender o porquê esse tipo de gente se candidata a alguma coisa. Valença, de Cidade Modelo, chegou ao máximo da irresponsabilidade, praticamente, totalmente, abandonada. É prefeito que entra, protegendo o prefeito que sai - é evidente que não podemos passar, deslizando, comodamente, pelos problemas que afetam nosso Município. Temos que falar e falar sempre, pois o que interessa fundamentalmente é o povo, que é o único poder real e verdadeiro, acima de qualquer outro poder. O resto é poder das elites: que não passa fome, que tem dinheiro para comprar remédio, comprar comida e usufrui de todas benesses oferecidas pelo sistema. É preciso que façamos reflexão sobre o papel do Estado.

A gestão de uma cidade deveria ser coletiva. Hoje em dia, é cada vez mais difícil pensar em gerir algo público, sem, no mínimo, fazer algumas interações; como audiência pública, articulações de gestão. Etc. Enfim, queremos dizer que tempo de rádio é um dinheiro gasto que não chega a ser fundamental. O importante é ter o que dizer, e nós não temos!

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