Mais uma grande luz se apaga em Valença

Edição: 376 Publicado por: Rogério da Silva Tjader em 24/01/2014 as 11:35

 
Leitura sugerida

Em março de 1967 tinha lugar no Casarão dos Nogueiras (hoje, ainda vergonhosamente, em ruínas), a Aula Magna que marcava o início das atividades acadêmicas do ensino superior, em Valença. Era a concretização do sonho do doutor Luiz Gioseffi Jannuzzi, à época prefeito municipal.

Ali se firmava a primeira faculdade interiorana da região Centro-Sul do Estado do Rio de Janeiro, a Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Valença, a Fafiva, da Fundação Educacional Dom André Arcoverde.

O afluxo da clientela discente foi impressionante. Valença tornou-se o polo de referência para todos os que já militavam profissionalmente nas lides estudantis, mas que não dispunham do diploma de graduação. Vieram alunos de incontáveis cidades do Estado e até da vizinha Minas Gerais; vinham de cidades tão distantes, que certo dia ao ser inquirida sobre sua localidade de origem, uma aluna, já bem além do verdor da juventude, respondeu de uma forma expressiva de cansaço: “-Eu moro no ônibus”. Realmente ela vinha de uma cidade muito distante no interior das Minas Gerais, passando a maior parte do seu tempo em viagens de ida ou de vinda de Valença.

O nome da Faculdade de Filosofia de Valença ultrapassou as fronteiras, graças a excelência do seu padrão de ensino, sendo que, também graças a esta fama, o idealista Luiz Jannuzzi expandiu seus sonhos e, alçando voos mais altos, trouxe para Valença as Faculdades de Direito, de Medicina, de Odontologia e de Ciências Econômicas. Mais tarde este número cresceu e novas faculdades estão ainda sendo criadas.

Esse conteúdo é exclusivo para assinantes. Assine já e tenha acesso ao conteúdo na íntegra!

0 comentários

avatar
Escreva seu comentário...
Seu nome...
Seu email...