Contra mão

Edição: 387 Publicado por: Gustavo Abruzzini em 10/04/2014 as 05:31

 
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Apesar das reclamações que advirão de moradores contrariados por caminhos que se tornarão mais longos, acho que as mudanças no trânsito, sobretudo na avenida Nilo Peçanha, são bem vindas e necessárias para ordenar melhor nosso espaço urbano. Só achei que mais uma vez a Prefeitura não trabalhou com a comunicação a seu favor, informando as modificações de forma clara e didática, se antecipando a balbúrdia e os reclamos dos insatisfeitos.

 

Trânsito de Tudopodelândia

E por falar em trânsito, está em pauta a iniciativa de vereador no intuito de impedir a Guarda Municipal de emitir multas de trânsito. Segundo consta o edil foi multado três vezes e numa destas chegou a atacar de “você sabe com quem está falando?”. Baseia-se no fato de que a GM estaria exagerando, implantando indústria de multas. Eu que não levo multa, já que só paro aonde pode, temo que o legislador esteja interessado em agradar a turma da Tudopodelândia, em flagrante desserviço aos que optam por uma cidade melhor organizada e respeitadora de regras.

 

Turma do barulho

E por falar em multa, o que vemos são os agentes de trânsito aplicados com a questão de estacionamento, mas quando multarão a turma do barulho? Aqueles carros com os decibéis no último volume, doa o ouvido de quem doer e motocicletas com escapamento aberto como se não houvesse amanhã. Isto sem falar nos maus hábitos de dirigir falando ao celular, sem camisa e no chinelinho de dedo.

 

Monumento à preguiça

E por falar em risco, esta coluna bem que denunciou os postes da Festa da Glória fincados junto ao meio-fio perto da esquina do Jardim de Baixo com a rua Conde de Valença, que ficam lá o ano inteiro esperando a próxima festa, quando o certo seria retirá-los. Pois bem, a motorista Tatiana Medeiros, na manhã do dia 24 de março, perdeu controle do carro que dirigia e bateu num dos dois postes, segundo o Boletim de Ocorrência: “desativado”. Teve ferimentos leves no rosto. Os postes? Continuam lá, aguardando novas vítimas, um deles, agora, amassado.

 

Enquete

Foi disputada. Promovida pelo site do Jornal Local a enquete sobre os acidentes de trânsito teve a participação total de 434 votantes. Venceu com 34% a opção “Falta maior fiscalização sobre carros, motos e condutores”. Com 33%, ficou a opção: “Tem muito carro nas ruas, em mãos inaptas”; e com 31% ficou com a opção: “É preciso urgente reforma na nossa engenharia de tráfego”.


E a Chinezinho, hein?!

Impressionante a letargia de uma cidade incrédula. Mais uma vez a história de Valença registrará a perda de uma indústria por pura implicância de nossos agentes políticos com a iniciativa que poderia ser creditada a adversário político. E a sociedade, passiva, que tão bem sabe reclamar de tudo, nem se manifestou. Pela arquitetada trapalhada tem gente no poder do município se considerando vencedor. Alma pequena. Caráteres duvidosos. E loucura capaz de rasgar oportunidades de libertar trabalhadores do desemprego.

 

Livre e desimpedida

Com a desistência da Chinezinho, a área adquirida pelo Estado para o município ceder em permissão de uso àquela indústria, torna-se livre para as outras iniciativas ventiladas.

 

Cadê?!

A começar pelo prefeito que, antes mesmo de tomar posse, imaginou realizar lá as formaturas da Faculdade de Medicina. Passando pelos vereadores Genaro e Dodô que garantiram que a área da antiga Ferreira Guimarães II era muito grande e que serviria a construção de casas populares. Genaro chegou a dizer na rádio que já as tinha, junto ao vice-presidente Michel Temer. E por fim, o vereador Naldo que disse que colocaria facilmente lá, várias outras pequenas indústrias. Mãos à obra, então, rapaziada. Valença os aguarda ansiosamente. Até porquê, falar é fácil, né?!

1 comentários

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carlos em 17/04/2014 às 22:11 disse:

Se tivéssemos um governo democrático, a população e o comércio deveriam ser consultados, afinal exitem muitos moradores e comerciantes que merecem ser ouvidos quanto a mudança. A ACV deveria fazer um debate com os interessados sobre as mudanças. Alternativas existem como por exemplo: manter o sentido da avenida, proibir o estacionamento, parada rápida com o pisca alerta ligado, etc... Mas infelizmente o governo continua não ouvindo a população. É a política do faça que eu mando. Onde está a democracia? Onde estão os vereadores? Valença voltou a ter um reinado, a política é FAÇA O QUE EU MANDO assim disse o rei MÁUvaro.
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