A Economia e a Copa do Mundo 2014

Edição: 392 Publicado por: Sonia Vilela em 15/05/2014 as 06:33

 
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Depois de 64 anos, o Brasil volta a sediar uma Copa do Mundo e muitas são as perspectivas para economia no período. Algumas negativas quanto às obras superfaturadas e desvio de verbas públicas, ou ainda, a redução do crescimento industrial durante o evento por conta da paralisação da indústria durante os jogos da seleção brasileira. Porém, dado ao alto percentual de automação industrial das grandes empresas que são responsáveis por 80% da produção nacional sugere-se pensar que só haverá paralisação nas pequenas e médias empresas onde o percentual participativo, no nível de produção é de cerca de 20%. Por outro lado, outros setores da economia serão impulsionados como o turismo, bebidas, alimentação, locação de veículos, bares e restaurantes, venda de televisores, indústria de motivação esportiva e todo tipo de entretenimento, nas cidades sedes dos jogos ou mesmo pela telinha ou pelo telão. Trata-se de um grande evento dentro e fora do estádio. As cidades-sede vão estar sob a atenção do mundo, o relatório da Moody’s estima que 3,6 milhões de turistas virão ao País. Outro ponto favorável será o ganho com a exposição global na mídia por meio de peças publicitárias. O aumento das exportações é um fato observado nos países que sediaram a copa.

Na nossa região no dia 8 de junho haverá o amistoso em Volta Redonda, entre Fluminense e a seleção da Itália, que ficará concentrada em Mangaratiba. Pelo lado negativo, os analistas lembram que problemas locais como trânsito pesado, dificuldades no trânsito, possíveis protestos da população e dispensas de trabalhadores em dias de jogos importantes nas cidades-sedes e/ou na TV vão pesar sobre os negócios de outros setores.

Diante de todas as discussões importantes o que não se pode negar é a grande paixão dos brasileiros pelo futebol. Isto está enraigado no sentimento do brasileiro e é passado por gerações de pai para filho. Não há como negar que um dos primeiros presentes que um pequeno cidadão, ou cidadã recebe, ao iniciar a sua vida, é, indubitavelmente, uma camisa de futebol (do clube de preferência do doador), e, mais tarde, ou antes, uma bola de futebol. Ainda, que segundo as pesquisas cerca de 20% da população brasileira não torcem por qualquer time de futebol, quando se trata de seleção brasileira, não há como ficar incólume a todas as emoções provenientes de tal acontecimento. Depois de uma grande espera, desde 1950, esse fato histórico promete ser de grande magnitude e torcemos para que o resultado seja favorável aos brasileiros. Mas o país não é só isso, é mais isso! Agora resta torcer. Pela Seleção e tudo o mais.

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