Embalagens convencionais para comercialização de frutas e hortaliças

Edição: 413 Publicado por: Profa. Alba Regina Pereira Rodrigues em 09/10/2014 as 10:02

 
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Embalagens adequadas podem contribuir para reduzir o elevado índice de perdas pós-colheita de frutas e hortaliças que ocorrem no Brasil. Dentre as causas de perdas pós-colheita, as principais são: o manuseio e uso de embalagens inadequadas e os consequentes danos mecânicos ocasionados aos produtos.

Sendo as frutas e as hortaliças produtos vivos, que respiram, amadurecem e senescem, as condições utilizadas para a sua embalagem devem permitir a continuidade do seu processo vital de forma normal. A embalagem adequada para produtos hortícolas é responsável pela proteção e pela manutenção da qualidade do produto desde o campo até o consumidor. Os materiais de embalagem, além de protegerem os produtos contra danos físicos, devem isolá-los de condições ambientais adversas (temperatura, umidade, gases, entre outros).

Embalagens de diferentes tipos para o acondicionamento de frutas e hortaliças têm sido fabricadas nos seguintes materiais: madeira, papelão, plástico, juta e nylon.

As caixas de madeira apresentam superfície áspera e são reutilizáveis, desta forma provocam abrasão nos produtos e são transmissoras de bactérias e fungos, que causam doenças e perdas pós-colheita. Recomenda-se que esse tipo de embalagem seja utilizado uma única vez e descartado em seguida.

O tipo de embalagem mais utilizado para exportação, notadamente de frutas, é a caixa de papelão ondulado, a qual não é retornável, sendo inclusive utilizada para estampar marcas próprias e coloridas, melhorando a aparência e identificando o fornecedor do produto embalado. Ela tem recomendação de uso único, o que pode encarecer seu uso dependendo do valor da carga, porém, apresenta a vantagem de não transmitir doenças, além de preservar os produtos de danos físicos como os causados pelas caixas de madeira áspera. As caixas de papelão para o acondicionamento de frutas in natura devem apresentar aberturas que possibilitem as trocas gasosas com o meio externo. A baixa resistência à umidade é a grande desvantagem do uso dessas embalagens.

As caixas plásticas para frutas e hortaliças vêm gradual e lentamente substituindo as de madeira. São geralmente produzidas com polietileno de alta densidade ou com polipropileno, materiais duráveis e resistentes. Têm como características serem reutilizáveis, permitirem lavagem e higienização, o que permite eliminar a contaminação e a propagação de problemas fitossanitários entre produtos agrícolas. Além desse aspecto, apresentam alta resistência ao empilhamento e à umidade.

Há outros tipos de embalagens no mercado, além das já descritas. As embalagens flexíveis (sacaria de juta e nylon) são embalagens confeccionadas com fibras naturais ou sintéticas, usadas principalmente para produtos resistentes a danos mecânicos, ou então de baixo valor de mercado, e, particularmente, para distribuição a curtas e médias distâncias. Trata-se de embalagens de baixo custo e muito usadas, mas que não protegem o produto e, em muitos casos, provocam muitos ferimentos.

Para morango, acerola e amora e outros produtos sensíveis são utilizadas embalagens pequenas (primárias), com quantidade de produto pronta para ser consumida pelo cliente final. Muitas frutas e hortaliças ainda são transportadas a granel. É o caso da melancia, abacaxi, mamão ‘Formosa’. Nestes casos, a embalagem é a carroceria do caminhão. Deve-se evitar pilhas muito altas dos produtos. O transporte noturno ajuda a manter a qualidade dos produtos porque a temperatura é mais baixa e a umidade relativa do ar mais alta.

A indústria de embalagens de alimentos é uma das que apresentaram maior desenvolvimento nos últimos anos, em decorrência da demanda de consumidores por produtos com elevada qualidade sensorial, nutricional, com uso seguro e praticidade. Para atender a esse nicho especial do mercado, as grandes cadeias de supermercados disponibilizam produtos classificados, higienizados e embalados de maneira segura e atrativa. Vale a dica!

 

Fontes: Chitarra, M.I.F.; Chitarra, A.B. Pós-colheita de frutas e hortaliças: fisiologia e manuseio. Lavras: UFLA, 2005. 785p.

Luengo, R.F.A.; Calbo, A. G. Embalagens para comercialização de frutas e hortaliças. Circular Técnica. Brasília: EMBRAPA. p .1-7, 2006.

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