Dia de Ano Novo (U2)

Edição: 323 Publicado por: Samir Resende em 10/01/2013 as 11:06

 
Leitura sugerida

“...Sob um céu vermelho-sangue,

Uma multidão se agrupou em preto e branco

Braços entrelaçados, entre os poucos escolhidos

Os jornais dizem, dizem

Dizem que é verdade, dizem que é verdade...

E nós podemos romper

Mesmo partido em dois

Podemos ser um só”.

Dizem que o Ano Novo só começa depois do Carnaval, menos em ano de eleição para prefeito, quando mais de cinco mil postulantes recebem da mão do antecessor (onde não houve reeleição) o Abacaxi Municipal em forma de dívidas, sujeira e buracos. É lógico que essa regra tem exceções.

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1 comentários

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souza em 12/01/2013 às 18:16 disse:

...o incidente do avião U-2 ocorreu durante a Guerra Fria, em 1 de maio de 1960. O governo dos EUA negou a missão da aeronave, que era espionar mas foi forçado a admitir publicamente o seu papel na intrusão do espaço aéreo.Havia restos da aeronave.... Prezado Samir, Muito mais coisas vêm logo depois além de divida, sujeira e buracos. A fruta municipal é produto de um enorme elenco de forças, vontades e compromissos os mais diversos. Os republicanos e os espúrios. Como herança encontrar só sujeira e buracos seria excelente. Gostaria de acreditar. Torço por esta possibilidade. Quem assume o poder de prefeito em Valença, nos últimos vinte anos, ou o que deixou ou vai deixar para voltar. É um ciclo que lembra um calendário antigo. É requerida mais que uma mudança. Uma mudadança. Desigualdade social, com ou sem a lei de responsabilidade, a administração municipal nunca esteve voltada ou teve um projeto voltado para este fosso. Ou que, desaguasse nele. A igualdade social é coisa de acadêmico ou marxista. O objetivo é curto e pratico e não contempla tal lisura social democrata. As metas estão voltadas para interesses pessoais, onde sociologia é palavrão. Pobre é feio depois da eleição. Por pior que seja, conhecer a realidade prepara o futuro. Às vezes até o caminho. O caminho de um projeto que viabilize Valença e seus achaques, por falta de investimento em todos os setores. Continuamos presos a uma valencinha que morreu. Fruto das inúmeras violências contra o povo, a cidade sede em si e sua história. A continuação da ação do elemento adverso, influenciando a administração municipal e outros setores do município, conduz e sempre conduzirá a mais lama no caminho de quem quer que seja. Prefeito novo, velho, bom, com vontade ou sem, não importa. Existe um setor e seus satélites ao qual na política o negócio prevalece. Juntar-se a eles é ser um deles. Comer na mesma mesa. No espólio da coisa pública, tratada como negócio de interesse próprio, a fartura do prato servido é sempre constituído da falta em outros pratos. O ardil, a promessa, a mentira, o descaso, a desfaçatez são a munição. O alvo é o povo. Espero que a vontade de trabalhar, do novo prefeito, seja suficiente para tentar romper a inércia que prende Valença de antes dos anos 2000. Agarrada à palavra escrita, como um Gutenberg desavisado, em uma época de livros virtuais. Mudanças, como um norte a ser buscado, uma parceria onde a coisa publica tivesse o trato do negócio próprio. Uma utilização do potencial do município com sua amplitude geográfica. Uma atividade que carreasse para o município princípios de emprego e renda e evitasse o êxodo para trabalhar nas cidades vizinhas. Existe todo um universo de possibilidades ao alcance da mão. Falta a mão. Vivemos um tempo de cidade doente. A visão empresarial é perversa. O capitalismo desenfreado é a fada da democracia, na bagunça em que nos encontramos. Suas soluções passam longe da visão e ação do prefeito. É o federalismo, apenas nominal, que abriga esta peça que afasta os olhares das dividas sociais crescentes e, suas conseqüências a médio e longo prazo. É só abrir a janela, olhar e imaginar Valença daqui a dez anos. Muito mais que a política muda o custo das coisas. Seu principal fator é a presença, sempre ausente, de um estado caro e ineficiente. Do despreparo. Da certeza da impunidade. Os princípios e a moralidade são flutuantes. Dependem do momento. Da pessoa. Do interesse maior. Vivemos o reflexo de um país onde ser honesto é virtude. O analfabetismo é uma doença do Brasil. É como a seca, depende muito mais de vontade de resolver que qualquer outra coisa. Nunca houve nenhum tipo de preocupação, neste período, com quem ensina ou onde ensina e como. Quanto mais ignorante melhor. Mais fácil de engabelar. Massa de manobra. A verba é mais espaço para contingências e outros artifícios, que a lei faculta, do que ferramenta a favor do ensinamento. Mais que qualquer princípio moral, ou qualquer tipo de radicalização,, para ficar mais fácil fazer que escrever bem é necessário a coragem. Coragem que não se vê mais no homem público. Coragem para se cercar de quem acrescente e afastar os que fazem parte do problema. Coragem para multiplicar pelas secretarias a visão do Dr. Munir. Aguardo, com ressalvas, as atitudes do novo prefeito. Que muitos santos Munir o abençoe nesta cruzada. Que tenhamos ao fim do mandato uma cidade melhor que esta, da qual só se houve falar mal. Que outros santos o ajudem a livrar Valença dos descaminhos planejados no campanário e urdidos às portas de madeira fechadas. Precisamos de competências. Urgem direções viáveis que possibilitem alguma luz para o município. A busca delas nas forças e fraquezas de Valença seria obrigatória a quem se dispusesse administrar o município com a visão social que ele carece. Cordialmente Roberto Souza
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