O espumante - Pequena história e produtores

Edição: 421 Publicado por: Sergio Tabet em 04/12/2014 as 10:50

 
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O Champagne é um vinho espumante originário da região de Champagne na França, e esta denominação só se refere aos espumantes produzidos naquela região. A sua descoberta é atribuída ao monge Dom Pérignon (1668-1715), que era o responsável pelas adegas da Abadia de Hautvilleres. Ele fez inúmeras experiências com vinhos, incluindo os espumantes. É um produto que sofre duas fermentações, o que produz uma grande quantidade de anidro carbônico. Havia no entanto um problema: os resíduos da segunda fermentação permaneciam na garrafa, fazendo com que a bebida apresentasse uma aparência turva. Foi na vinícola da viúva Clicquot (produtora de champagnes) que se desenvolveu os processos de remuage (girar as garrafas) e dégorgement (degolar). No primeiro vai se inclinando e girando as garrafas, fazendo com que os resíduos se descolem do corpo do recipiente e fiquem acumulados no gargalo. Depois vem o dégorgement, que retira todas as impurezas, fazendo que o vinho fique transparente e límpido. Neste processo, as garrafas são mergulhadas de cabeça para baixo numa solução refrigerante em torno de vinte graus negativos, congelando a parte do gargalo onde se acumularam as leveduras mortas. Em seguida, abre-se a garrafa para que estas leveduras congeladas sejam expulsas pelo gás carbônico. O processo termina com a adição do liquer d’expédition, mas tudo isso explicaremos com mais detalhes em outra matéria. Apenas as uvas Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay são permitidas para a elaboração do champagne. Embora o Champagne seja o espumante mais famoso, há outros espumantes interessantes. Na França fora da região de Champagne os espumantes são chamados de vins mousseaux ou crémants. Nestes espumantes as uvas básicas podem ser a Pinot Blanc, a Pinot Gris ou a Chardonnay entre outras. Na Espanha encontramos o Cava que é um espumante feito pelo mesmo método do champagne, porém com outras uvas (Macabeo, Xarer-lo e Parellada são as principais). As maiores produtoras são a Codorniú e a Freixenet. Na Itália, os de maior classe são os Franciacorta da região da Lombardia. O vinho base vem muitas vezes das uvas Pinot Noir e Chardonnay. Das redondezas da cidade de Asti se produz o Asti Spumante que tem com base a uva Muscat e é mais doce que outros espumantes. O Lambrusco é um frisante da região da Emilia Romana com menos pressão interna que a maioria dos espumantes. O Proseco é um espumante da região do Veneto na Itália. É o nome da uva branca que dá origem ao produto. Na Alemanha, a maioria dos espumantes tem o nome de Sekt, e tem a uva Riesling como a grande protagonista. Em Portugal os espumantes usam mais as uvas Fernão Pires, Arinto e a Baga. São conhecidos como Sparkling Wine (vinho espumante) os espumantes produzidos nos Estados Unidos e Austrália. Chile e Argentina também produzem bons espumantes mas é o Brasil que tem um clima privilegiado para elaboração de espumantes. As uvas Chardonnay, Riesling e Pinot Noir são as mais usadas. Nossos melhores espumantes mostram grande vivacidade e frescor. Na serra gaúcha normalmente temos excesso de chuva no período de desenvolvimento e colheita das uvas, o que as deixa mais ácidas por não amadurecerem totalmente. O que é um problema para alguns vinhos é uma qualidade para os nossos espumantes.

“Eu bebo champagne quando estou contente e quando estou triste; às vezes bebo quando estou sozinha, mas quando estou acompanhada, considero uma obrigação; beberico quando estou sem fome, e bebo de verdade quando estou com fome. Fora isso nunca bebo champagne... a não ser quando estou com sede.”(madame Lily Bollinger).

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