Os espumantes - Harmonizações

Edição: 424 Publicado por: Sergio Tabet em 24/12/2014 as 09:41

 
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As bebidas estão presentes na celebração de momentos importantes há centena de anos. O réveillon, sinônimo de renovação da vida, é muitas vezes comemorado com uma bebida especial: o espumante, que, por causa de sua translucidez e efervescência, denota alegria, graça e suavidade, tornando-se perfeito para o momento. Muito bom para uma ceia de Natal. Um frisante Moscato D’Asti é ideal com panetone. Porém os espumantes são ótimos para serem saboreados em vários momentos e não somente nas festas de fim de ano. São muito versáteis como companheiros da gastronomia, acompanhando diversos pratos. Vários fatores contribuem para isto: normalmente têm mais acidez que a maioria dos vinhos, mantendo, portanto, o palato revigorado e pronto para a próxima degustação de alimentos; têm menos álcool do que a maioria dos vinhos, e, desta forma, não cansarão o seu paladar tão rapidamente; têm uma ampla gama de estilos, o que significa que também há uma grande quantidade de pratos que podem ser acompanhados; as borbulhas também auxiliam na tarefa de limpar o palato e mantê-lo renovado. De uma maneira geral, por ser uma bebida mais leve do que os vinhos tradicionais, os espumantes constituem um ótimo acompanhamento para pratos igualmente leves e delicados. Entradas, carnes suaves, aperitivos, saladas, têm seus sabores ressaltados quando harmonizados com espumantes. Para sobremesas, como tortas de frutas vermelhas não muito doces, os espumantes demi-sec (espumantes com açúcar entre trinta e sessenta gramas por litro) são muito apreciados. A combinação com carnes ou molhos fortes é difícil de ser seguida. As entradas costumam ser bastante leves e sugerimos um espumante brut branco (são os que têm entre oito e vinte gramas de açúcar por litro). Porém se a entrada for à base de carne, como um carpaccio de carne, um espumante brut rosé é a melhor opção. Da mesma forma o espumante rosé combina com pato ou salmão. Pratos de peixe ou frutos-do-mar são recomendados com espumantes brut brancos. Para os amantes de ostras cruas (como eu), é um clássico. Como aperitivo pode ser acompanhado de amêndoas tostadas, pistache ou castanhas. Para os queijos, opte para os do tipo camembert e brie. Na deixe de apreciar com um peixe grelhado, ou camarões e lagostas salteados na manteiga. Com salmão defumado e caviar, os espumantes mais estruturados e envelhecidos acompanham melhor. Espumantes demi-sec são sugeridos para a culinária thai e os crus da culinária japonesa, desde que não leve muito wasabi e shoyu. Experimente com fois gras, presunto cru e salsichas brancas temperadas levemente com mostarda. Volto a dizer que a combinação de vinhos depende muito do gosto de cada um, mas alguns conceitos possibilitam um melhor aproveitamento dos pratos e das bebidas usadas. Não se esqueça de que a temperatura dos espumantes deve estar em torno dos 7°C. Experimente, inove, seja audacioso. Os grandes clássicos surgem das experiências de cada um.

“Cristo não consagrou a água, o leite ou a coca-cola: consagrou o pão e o vinho, como alimentos do corpo e do espírito” (Fernando Sabino)

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