Vem Pra Rua

Edição: 435 Publicado por: Samir Resende em 19/03/2015 as 07:40

 
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O patriotismo brasileiro, por ser um ufanismo incensado pela mídia, infelizmente ainda está muito ligado à visão de que somos uma “pátria de chuteiras”. Por isso que os protestos contra a “corrupção do PT”, no último dia 15, mais pareciam um evento de Copa do Mundo.

Claro que muitos ali estavam preocupados com o arrocho que a Presidente Dilma, e seu ministro, o Chicago Boy Joaquim Levy, aplicou na classe trabalhadora. Mas, outros tantos estavam apenas protestando contra o fim da farra do consumo, bandeira que o PT usou para promover o desenvolvimento da economia nos últimos anos. Sem falar na escória reacionária pedindo intervenção militar constitucional (sic).

O Brasil anda mesmo precisando de protestos. Protesto nas urnas, nas atitudes éticas cotidianas, na participação em associações civis que lutem pela justiça social, na filiação a partido que não esteja envolvido neste mar de lama, e não somente manifestações quando a apresentadora bonitinha da TV inflama o discurso de ódio seletivo em rede nacional.

Sonho um dia em que o povo irá às ruas protestar com a Constituição em punho pela taxação das imensas fortunas e pela reforma política, com o giz do professor na mão por uma escola pública de qualidade, ou com jaleco do médico pela vida que poderia ser salva no SUS. E não somente vestidos com a camisa da seleção de futebol da CBF, uma das entidades mais sujas e corrompidas do país.

E por falar nisso: Gol da Alemanha!

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Provavelmente estamos vivendo os meses de fevereiro e março mais chuvosos da história recente. As perguntas são muitas: quantas represas os governos estão construindo no momento? Quantas cisternas de captação estão sendo financiadas? Qual o planejamento estratégico para lidar com a crise iminente que o secretário/ministro de meio ambiente apresentou?

Depois não adianta ir ao Jornal Nacional, com cara de bom moço, eleger a dona de casa (que gasta apenas 9% da água nacional) como vilã desta história, não!

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Em pesquisa realizada no território livre da internet, nove em cada dez valencianos avaliam como “péssima” a nossa Câmara de Vereadores. Muitos cobrando uma postura ativa em relação à crise sistemática que a cidade vive, e denunciando possíveis negociatas que existem ali dentro. A surpresa foi ver que, mesmo sendo uma unanimidade negativa na cidade, os nobres edis pretendem lançar um candidato a Prefeito oriundo daquela Casa. De onde menos se espera é que não vem nada mesmo.

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Quais as atribuições de um subsecretário executivo de apoio às municipalidades? Quais os projetos? Os contratos já fechados? O que diz a sociedade civil, as auditorias, sobre mais esta função comissionada de livre indicação (sem concurso) na administração pública? Quantos são e quanto recebem? Pois é este o cargo que o ex-prefeito Vicente Guedes ganhou de presente do governador Pezão, depois de deixar Valença do jeito que todo mundo viu em 2012.

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E por falar no governador, ele foi visto no último sábado, cercado de políticos da cidade, jogando uma animada partida de buraco na praça de baixo, em Conservatória. Pezão esteve no distrito para inaugurar uma lavanderia. Ainda bem que não foi Lava Jato, né?

Aliás, dos cinquenta nomes da lista da Operação Lava Jato, 32 são do Partido Progressista (PP). Será que adianta gritar “fora PT” e votar nos candidatos do PP?

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