Vale a Pena Ver de Novo

Edição: 314 Publicado por: Jornal Local em 10/11/2012 as 09:46

 
Leitura sugerida

Devido ao projeto do prefeito de repassar ao Fundo de Previdência Municipal (Previ) a desmedida quantia de R$ 140 milhões, ao longo de longos 34 anos, o Vereador Zan (PT) deu entrada em dois requerimentos na Câmara. O primeiro pedindo a realização da tardia e esperada audiência pública com os servidores municipais para, finalmente, sabermos o que deseja o trabalhador da prefeitura para sua aposentadoria. E o segundo, pede a devolução ao prefeito do projeto que repassa R$ 140 milhões ao Previ, isto, pois, a Lei de Responsabilidade Fiscal, em seu art. 42, diz que: “É vedado ao titular de Poder ou órgão referido no art. 20, nos últimos dois quadrimestres do seu mandato, contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito.

A proposta de audiência pública foi derrotada na Câmara por três a três, com o voto de Minerva do ilustre presidente Paulinho “da Farmácia”. Votaram pela realização da audiência (que até hoje não foi feita) os vereadores Zan, Zé Otavio e Felipe Farias. Contra a audiência foram Celsinho “do Bar”, Naldo e outro desses aí que eu esqueci. Faltaram à sessão Carlinho “de Osório” e Dodô, mas isso foi bom, pois estes quase sempre votaram com o Governo. Surpresa foi a ausência do segundo candidato mais votado e quase prefeito Fernandinho Graça. Será que ele ainda está chateado com os 28 votinhos que não o levaram à vitória?

Outra polêmica na Casa do Povo é o projeto do prefeito ‘mui amigo´ Vicente Guedes, que quer deixar um “aporte” financeiro de 140 milhões do nosso dinheiro (apenas de garantia, não é por nada não, caso alguma coisa dê errada na aposentadoria das mais de três mil famílias que dependem do Fundo). Isso porque o Fundo não tem nem quatro anos e a prefeitura já se “esqueceu” de repassar alguns descontos para a conta do trabalhador.

Malandramente, setores da burocracia ligados ao poder querem “mudanças” no estatuto do Instituto de Previdência. Mudanças estas que, novamente, não foram avalizadas pelos servidores em assembleia e/ou audiência. O projeto agora busca ceder 50% das vagas do conselho do Previ para os servidores efetivos. Mas isto é estranho, pois, assim que o Previ foi criado, essa era uma das reivindicações dos servidores e nunca fizeram esta concessão. Agora, depois de duas confissões de dívida, em menos de um ano (que somam mais de 30% do montante que deveria ter na conta do Previ), depois da mensagem que endivida nossa prefeitura por 34 anos em R$ 140 milhões, o prefeito quer “democratizar” o conselho?! Por que isso? Será que a bomba está prestes a explodir e querem que ela exploda na mão do servidor?

Outra notícia “quente” da boca maldita é que, se de fato o governador Sergio Cabral renunciar em favor do vice Luiz Fernando Pezão, ano que vem, quem cai é o atual prefeito. Cai pra cima, uma vez que ele e Pezão são unha e carne e já se cogita a Secretaria de Obras do Estado pro Vicente Guedes. Tomara que se de fato isso acontecer, desta vez o prefeito trate nossa cidade com mais carinho.

Na Terra do Facebook®

Está rolando uma polêmica boba na comunidade virtual de Valença sobre onde será o carnaval de Valença: Centro da cidade ou Bairro do Monte D’Ouro? De um lado comerciantes do Centro e de outro os apoiadores do novo prefeito, Álvaro Cabral, que tinha como uma de suas promessas de campanha a volta do carnaval para a caótica Avenida Geraldo de Lima Bastos, no complexo residencial do Monte Douro.

É uma polêmica besta no meu asnótico ponto de vista. O povo faz carnaval em qualquer lugar. Até na urna! Minha sugestão* de carnaval é aquela área inútil do quartel (onde dizem que vão construir uma APAE) e fazer daquela avenida (entre o Bramil e a Vila dos Sargentos) a Passarela do Samba Valenciano, com arquibancadas, bares, serviço social... aproveitando a Praça do Teatro Rosinha de Valença e tomando do empresário (talvez alugando para as Escolas de Samba) os galpões abandonados da ex-fábrica Santa Rosa Máquinas, o campo da Santa Rosa e etc. Mas acho que ainda falta bigode (apoio) pro novo prefeito topar isso.

* Na verdade a sugestão não é minha, é do projeto que o ex Secretário de Cultura Libório Costa fez à época em que esteve no governo Fábio Vieira. Libório atualmente se exilou na Bahia, porque hoje nossa cidade faz isso: empurra pessoas boas para fora.

1 comentários

avatar
Escreva seu comentário...
Seu nome...
Seu email...
avatar

ALEXANDRE RABELO MORGADO em 21/11/2012 às 15:13 disse:

Os servidores públicos municipais já conviveram, num curto espaço de tempo, com um regime próprio de previdência, que não atendeu a todos os requisitos previstos em lei. Tiveram que retornar para o INSS e vai acontecer novamente. Essa grana anunciada, necessita de auditoria. Com tantos problemas na saúde e o dinheiro de impostos sendo desviados. É histórico, prefeituras ficarem devendo o INSS, tanto que já existe até medida provisória para dar um jeitinho nas dívidas dos poderes público federal, estadual e municipal. Essa dívida com a Previdência dos Servidores Públicos, soa como coisa normal para o poder executivo, como se fossem assim: Isso aí, depois agente resolve. BRINCADEIRA! Quanto ao carnaval de Valença, assunto polêmico, a solução na minha visão, seria um plebiscito.
responder O comentário não representa a opinião do jornal! A responsabilidade é do autor da mensagem!
avatar
Escreva seu comentário...
Seu nome...
Seu email...