VouThiContar

Edição: 452 Publicado por: Thiago Ferreira em 16/07/2015 as 10:19

 
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Axé, irmãos! Axé! Vouthicontar, já percebeu como andamos reclamando das coisas e agradecemos menos? Você já rezou, orou, fez o seu mantra? Está na hora de harmonizar o nosso eu, precisamos de silêncio, ler e refletir uma prece. Estamos vivendo o imediatismo da hipocrisia, principalmente os grupos religiosos. O direito de liberdade de expressão garante a qualquer pessoa a possibilidade de se manifestar, de buscar novas ideias de todos os tipos, seja qual for a intervenção de terceiros, sendo escrita, oral ou por meio de comunicação. Ela (a liberdade de expressão) não é um direito absoluto, a liberdade de expressão é um direito humano e deve ser interpretado num contexto. Não estou buscando aqui argumentar que os direitos, em geral, sejam absolutos, que prevaleçam sobre todos os outros interesses. Por outro lado deve-se destacar que muitas vezes os direitos encontram-se em tensão uns com os outros.  Uma pessoa, uma criança que cresça no ambiente religioso, no meu caso a Umbanda desde cedo, aprende a amar os sentidos  e é incentivada a pensar na religiosidade de um ponto de vista racional e emocional ao mesmo tempo. A coluna de hoje é para dizer que não devemos alimentar essa guerra religiosa, por causa de fundamentalismo  usado por alguns representantes religiosos. Devemos respeitar o espaço do outro, respeito é a base de tudo... canso de falar sobre isso! Vale lembrar que não é com o luxo que se faz a religião, mas sim o respeito pelo ser humano, o amor e seus elementos. Na Umbanda é assim, o cuidado comigo e com a natureza e o criador do nosso Universo. Tenho visto a contínua aparição de novas igrejas, novos líderes religiosos, independente da religião, está virando um balcão de negócios e interesses... até mesmo político! Cada vez mais adeptos de novos clientes, sócios, parceiros de egos inflados na vitrine. Não vou dizer que na minha religião não tenha pessoas de má índole, têm sim, mas, têm aqueles que visam a caridade e a fé. Falar de religião não é fácil, a caminhada é longa, lenta e constante, porque somos vigilantes de um mundo desigual.  Em um país supostamente democrático, e gigante por natureza, mas ainda imaturo no exercício da veracidade da liberdade religiosa. Em nossa pátria mãe gentil ainda existe a intolerância religiosa. Não existe nada mais lindo que um atabaque, uma vela acesa e um pé sujo com a poeira do terreiro, nada mais bonito que o repicar de sinos e procissões, hóstias e mitras, nada mais belo que o batismo nas águas, o óleo que unge, o coro estonteante da liturgia do Budismo de Nitiren Daishonin, não vou falar de tudo que é belo em todas elas porque não tem espaço na coluna, kkkkkkkkk... Cuide do que é seu e respeite, a escolha de uma religião deve ser feita com muito carinho, não escolhe-se como um alimento ou roupa. Mas, se a escolha foi feita, por favor não tente mudá-la. Não foi por acaso, ela me representa, ela pode ter sim seus pontos negativos, mas, a sua também deve ter. Mas, respeito sua opinião, a sua escolha, mas, foi ela que me conquistou, e me fez acreditar que com ela a gente tem um futuro um pouco melhor, é esse tipo de pensamento que você deve colocar no seu coração. E antes que você diga os problemas, as dificuldades, os boatos, peço a você que reflita e me aponte algo ou alguém que não tenha defeitos, não existe a religião perfeita, existe aquela que a gente escolhe e aos nossos olhos aparenta ser a melhor. Mas, vamos abrir então o nosso olhar para o mundo, assim todas as religiões serão perfeitas! Amém.

Beijos, Thi.

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