Longa estrada da vida

Edição: 465 Publicado por: Thiago Ferreira em 15/10/2015 as 09:04

 
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Bom dia gente bonita e estradeira, então, estava eu por essa longa estrada da vida e tive um lampejo dentro do ônibus que faz a linha Valença x Juparanã, no primeiro horário antes do sol nascer, e fiquei imaginando, que horas que o motorista e o trocador acordam? Pra onde vão todas essas pessoas? Qual a necessidade de não ser gentil com esses profissionais? Uma vez que não é tão raro ver gente grossa, mal educada, dentro do circular, achando que o espaço coletivo é privado. Tem também os que não dão vez para idosos, gestantes, não estou dizendo especificamente desta linha, mas, no sentido de outras também... Mas, pensei apenas nisso porque estou aqui dentro, indo para mais uma jornada e percebi que tenho amigos e alguns conhecidos que leem minha coluna e que estão na labuta logo cedo. Devemos ter um olhar cauteloso para com essa classe, com esses profissionais, do tipo:  paciência com quem está em estágio, dar bom dia, boa tarde, boa noite, para quem nos leva onde precisamos, mesmo que seja pago, sei que não é um favor, mas, mesmo assim devemos ter o mínimo de zelo pelo que é “nosso” e um toque de cordialidade. Seja qual for a classe social, profissional, ok?  Meu olhar da janela enxerga ao longe o lindo prédio da estação ferroviária, um amarelo e branco novo, vivo, prédio restaurado ao lado de uma praça cinza, encardida, ruas esburacadas, escolas, pessoas simpáticas, badalar de sinos, o apitar do trem e apenas UM prédio lindo, uma Cereja. Será que esse distrito é apenas isso? Um prédio e uma passagem ? Creio que não.

Ao descer na rodoviária, deparo-me com uma banca de jornal e vejo um exemplar do nosso jornal, e uma pessoa me falou: “por que você não escreve sobre Juparanã?” Sorridente, claro. Disse que sim, só não dei a certeza de quando o faria; que iria fazer o possível. Continuei a viagem pensativo na proposta de como começar esta coluna sem falar de problemas políticos, sem falar de gestão, sem falar de logística, sem falar de investimento, sem falar... Bom, você já me entendeu, né? Antes de se chamar Juparanã, essas terras nas quais estou, eram conhecidas como Desengano, e não vou enganar vocês, ainda bem que mudou de nome! Uma coisa que me incomodou foi ficar muito tempo na rodoviária aguardando os pouquíssimos horários que têm para vir para cá e voltar para Valença, o que não é nada legal. Fico imaginando o que os moradores da terceira, Brasil novo, Quirino e Jupa, não sofrem? Aí você vai falar... Mas, Thiago, você tem carro? Eu vou te responder, que não é todos os dias que o meu café da manhã é igual àqueles que aparecem nas novelas, que tem torradas, mamão ou melão e suco de laranja de acompanhamento. Rsrsrsrsr Quando penso que já vi de tudo, eu paro e começa a focar o meu olhar naquilo que eu achei que era simples, e que na verdade não era. Acredito que quando chove fica pior ainda, os pontos de ônibus são deploráveis, quando tem onde se esconder, e quando é apenas a placa? Entre outros fatores... Não fiz esta coluna para falar mal, não... Fiz para mostrar que podemos melhorar algumas coisas cotidianas, tipo; como eu não andava de circular, nunca que eu ia saber desses problemas e olha, meu amor, que eles estão tão perto de nós, e não percebi, imagina quem vive esse sistema diariamente? Gostaria de escrever sobre outros locais, bairros, distritos, mas, ainda não pude... falar de problemas, de situações, de soluções, gostaria de fazer mais pelos meus... Mas, a viagem chegou ao fim, e os meus pensamentos ficaram naquela estação, mas minhas palavras estão aqui registradas nessa coluna onde eu tenho certeza de que começaremos uma corrente para “transformar” o nosso dia a dia, ver as coisas simples, mudar o que está incomodando, e não ficar esperando por dias melhores, e sim, fazer o melhor do dia! Bjos, Thi.

1 comentários

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jcl em 21/10/2015 às 15:39 disse:

Seu ponto de vista é bastante interessante e abrangente; só que esse país é profundamente tocado por políticos que não estão nem aí para o povo, só querem se envaidecer e se enriquecer as custas desse maltratado e explorado povo trabalhador; o que é pior nos obrigam a ouvir e a ver essa "corja" chamada de políticos.
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