Nada é tão ruim que não possa piorar?

Edição: 466 Publicado por: Fabrício Itaboraí em 22/10/2015 as 07:34

 
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Você conhece a expressão: Nada é tão ruim que não possa piorar? Pois então, o mandatário da cidade e as pessoas que o cercam levam a sério esse ditado popular. Mesmo estando sobre forte pressão, correndo risco de impeachment ainda acham tempo para piorar a vida das pessoas que deveriam cuidar.

O Distrito de Santa Isabel sempre foi deixado em segundo plano, não só pelo atual governo, mas também ao longo do tempo. Não é incomum encontrar valenciano que nunca tenha pisado por lá, mesmo sendo um local de rara beleza, com história viva representada pelo Quilombo.

A população de Santa Isabel, em especial a mais humilde, sofreu um duro golpe desferido pelo governo municipal. O prefeito, em rota de colisão com o vereador local, achou por bem demitir a esposa do edil. O que já seria inadmissível, perseguição de opositores, fato notadamente antidemocrático com nuanças de fascismo, acaba se traduzindo em crueldade com a população. Uma vez que a pessoa demitida é a única Pediatra do Distrito.

Tem-se ainda que a doutora Luciana Lopes Czabornobay por ser moradora do Distrito conhecia os pacientes, visitava com frequência em suas casas e exercia um importante trabalho junto à população quilombola e isso tudo sem apoio da municipalidade que sequer dispunha de um veículo para que os acompanhamentos domiciliares ocorressem. E, mesmo assim, por simples retaliação política, num ato covarde por parte das autoridades municipais acabou sendo demitida.

Quem realmente foi vítima dessa retaliação: a médica competente que encontrará outro emprego ou a população que está sem seus serviços?

Falando em saúde, mesmo o prefeito recebendo da Câmara reforço no caixa da saúde, os resultados são inexistentes. Por todo o município faltam médicos, remédios. Exames levam meses para serem realizados mesmo os mais simples.

Não é por coincidência o fato de o prefeito e seu secretário de Saúde responderem ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público por reiteradamente não cumprirem com suas obrigações. Inclusive, é muito comum nas redes sociais pessoas que dependem de remédios, mesmo com o direito reconhecido pela justiça de recebê-los, denunciar a omissão na entrega dos mesmos.

Assim, fica claro que o episódio da demissão da pediatra abre um importante debate: o uso da máquina pública para se manter no poder. Além de mandar um recado claro: rua para quem está contra o governo, mesmo que o povo seja prejudicado.

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