Contrarrevolução Social Democrata

Edição: 472 Publicado por: Elvio Divani em 03/12/2015 as 07:33

 
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Estou em casa acompanhando os trabalhos na oficina. Ouço um barulho de motor, uma freada brusca e um poeirão danado vem pra dentro. Saio curioso e vejo Seu Ditão saindo afobado do Fiatizinho e logo pergutando: - Seu Elves, o que está acontecendo, o que foi essa prisão do político?

- E ae, Seu Ditão, tudo bem? Se acalme e vamos até em casa tomar uma água e um café e eu explico o que estou achando. Sentamos, dei a água, coei um café novo e servi. Comecei perguntando como iam as coisas, o Tadeu, a Flávia, as crianças, a produção e o preço do leite e ele foi respondendo e se acalmando até dar uma risada e, meio sem jeito, pedir mais uma vez preu conversar com ele. Percebi que estava preocupado e comecei dizendo que era uma coisa muito antiga, mais de 50 anos. Tinha iniciado na “Revolução de 64” quando começaram prendendo empresários sonegadores e corruptores, funcionários públicos corruptos e cassando o mandato de políticos ladrões. Depois entrou a fase das prisões ideológicas e é aí que começa o imbróglio. Juntaram na prisão da Ilha Grande essas pessoas e os presos comuns, unindo o cérebro à força bruta e inconsequente. Depois com o Brizola, talvez pressionado pelo efeito “Neusinha”, proibindo que a PM subisse nos morros. A partir daí, o crime se fortaleceu e se organizou se espalhando em facções, roubando bancos e residências, sequestrando empresários e estrangeiros, traficando, etc.. Passado algum tempo a “esperança vence o medo” e se instala um novo governo, trazendo a certeza de que a corrupção iria acabar, os bancos ganhar menos, os empresários e os trabalhadores tendo uma remuneração justa. Passado um tempo o que se viu foi exatamente o contrário e pior. Alguém disse que o político honesto não rouba e não deixa roubar e Ruy Barbosa, no meio de uma crise, disse “ou se instaura a moral ou locupletemo-nos todos...” e foi esse o caminho tomado, a de deixar roubar e deixar todos se aproveitando, o país se esfacelando com a saúde e a educação cada vez mais precárias, o assistencialismo e empreguismo, a falta de segurança, o tráfico de drogas e armas, a corrupção, a mentira e hipocrisia, a impunidade, verdadeiras quadrilhas dilapidando os cofres públicos e causando a crise que estamos passando e que causa o imoral e terrível desemprego. Mas voltando ao assunto, essa Operação Lava Jato, tocada firmemente e inteligentemente pelo juiz Sérgio Moro, começou, comendo pelas beiradas, a desmontar essa quadrilha que tomou conta do Brasil. Aos poucos, começando por baixo, está chegando na chefia e mostrando à população que essa história dum projeto social é pura conversa mole pra boi dormir. Chegou até ao ponto do presidente do PT declarar que para o partido pode, mas particularmente não pode, é mole? O pior é que acaba jogando na mesma fossa todos os militantes do PT, como se todos fossem ladrões, o que é uma grande mentira, pois aqui mesmo em Valença temos o exemplo de tanta gente séria, bem intencionada e que nunca se meteu em maracutaias. Bem, então pelo que entendo, estamos a um passo de derrubar essa ditadura que aí está e começando a respirar novos ares. Por isso estou muito otimista, apesar de achar que essa crise vai durar muito tempo, mas o brasileiro é esforçado e trabalhador e vai superar fazendo daqui um país verdadeiramente melhor e mais justo.

- Mas Seu Elves, é só trabalhando que vamos mudar tudo?

- Não, Seu Ditão, é também deixando de ser ingênuo e votando melhor, pois o voto é a nossa maior arma. Bem, vamos tratar da nossa vida, porque a morte é certa.

 

Em Tempo 1: bola branca para a reforma da Estação Ferroviária de Barão de Juparanã e da Estação de Pentagna, duas de nossas maiores pérolas.

Em Tempo 2: bolas mais do que pretas para o abandono do Parquinho Infantil e da Praça da Juventude, carinhosamente chamada de “Pastinho do PG”, ambas em Parapeúna.

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