Gente linda!

Edição: 475 Publicado por: Thiago Ferreira em 23/12/2015 as 09:50

 
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Oi, gente linda! Você já teve vontade de pegar seu chefe pelo pescoço e estrangulá-lo? Vai trabalhar todos os dias pensando em largar o seu cargo? Eu tinha um chefe, isso, mesmo... Chefe! Igual à tribo indígena, eu confesso que tinha ódio mortal dele porque usava de seu cargo para criar situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e sem simetrias, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas, sendo eu subordinado fico forçado a desistir do emprego; uma amiga minha que está sofrendo essa situação me pediu para escrever sobre, uma vez que já passei por isso e sei que muitas outras pessoas sofrem de assédio moral no trabalho. Mas, o que é assédio moral no trabalho? É a exposição dos trabalhadores (as) a situações humilhantes e constrangedoras, caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego (alto índice na cidade) e a vergonha de serem também humilhados, associados ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, frequentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando certo pacto da tolerância e do silêncio no coletivo, enquanto a vítima vai aos poucos sofrendo e se desestabilizando e ficando cada vez mais fraca de si. Assim, perde sua autoestima. Identificou-se?  Então, querido (a) você está sofrendo Assédio Moral. Eu sei que dá vontade de matá-lo, estrangulá-lo, fazer tudo com ele, mas... Não podemos, não é? Rsrsrrss...  O desenvolver do individualismo reafirma o perfil do ‘novo’ trabalhador: autônomo.  Ele torna-se capaz, competitivo, criativo, qualificado e empregável. Estas habilidades o qualificam para a demanda do mercado que procura a excelência.  Hoje em dia os trabalhadores são avaliados pela formação ou sua qualificação e culpabilizá-los pelo desemprego, aumento da pobreza urbana ou rural e a miséria, desfoca a realidade e impõe aos trabalhadores um sofrimento perverso. Seu chefe, patrão, ou a pessoa que acha que manda em você, é assim? Ela escolhe a vítima e a isola do grupo.  Impede você de se expressar e não explicar o porquê. Faz você se sentir ridicularizada, inferiorizada e menospreza em frente aos amigos de trabalho. Responsabiliza publicamente, fazendo comentários de sua incapacidade. Ele (a) chega a invadir, inclusive, o espaço familiar. Tenta desestabilizar emocional e profissionalmente. É, amigo, não está fácil... E se você for mulher, é pior ainda, uma vez que ainda existe o machismo! O mais importante é superar esse medo, e você caro leitor (a) se você for testemunha de cenas de humilhação no trabalho, seja solidário com seu colega. Você poderá ser “a próxima vítima” e nesta hora o apoio dos seus colegas também será precioso e aí sim, se temos “amigos” ou apenas “colegas de trabalho”. Não esqueça que o medo reforça o poder do agressor! E mesmo que seja apenas uma fase, busque outro emprego, dá vontade de dar na cara dele (a), como muitas vezes eu senti vontade de dar várias voadoras, mas, preferi superar com outro emprego.

 

Amigos, o assédio moral no trabalho não é um fato isolado. A batalha para recuperar a dignidade, a identidade, o respeito no trabalho e a autoestima, deve procurar o seu sindicato, você deve fazer o seguinte: anotar com detalhes todas as humilhações sofridas, pela ajuda de colegas que testemunham as humilhações. Evite conversar com o agressor sem testemunhas. Depois que você procurou seu sindicato, relate o acontecido. Recorra a um advogado, Ministério Público, Justiça do Trabalho, Ministério do Trabalho e Emprego. Comissão dos Direitos Humanos. Basta à humilhação, não pense somente no seu salário, nas suas contas, pense em você, na sua qualidade de vida! Qualidade também depende da informação, organização e mobilização dos trabalhadores. Um ambiente de trabalho saudável é uma conquista diária possível na medida em que as condições de trabalho sejam dignas, baseadas no respeito “ao outro como legítimo outro”, no incentivo à criatividade, na cooperação. O combate de forma eficaz ao assédio moral no trabalho, a formação de uma equipe multifuncional, envolvendo diferentes ações sociais. Não sofra mais, você não merece, eu não mereci, hoje olho para este pobre cidadão de alma nublada e vejo o quanto ele é doente, e que está perecendo diante dos anos, e eu estou aqui, dizendo a vocês que estes são passos iniciais para conquistarmos um ambiente de trabalho sem riscos e violências e que Trabalhar seja sinônimo de cidadania. Bjos, Thi.  

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