Está frio

Edição: 513 Publicado por: Gustavo Abruzzini em 22/09/2016 as 08:40

 
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Está frio

Chegando a reta final das campanhas, é bom que se diga que há muito não se via eleição mais desanimada. Tudo contribuiu contra. O impeachmant de Dilma Roussef, a cassação do Eduardo Cunha, as Olimpíadas, as Paraolimpíadas, a campanha do Flamengo e agora a morte do Santo da novela. É muita concorrência, não é mesmo? Sem falar nas novas regras que acabaram com a farra de recursos e com a sujeira eleitoral de campanha. Sem falar nas candidaturas postas, pouco capazes de empolgar de verdade.

 

Chicotinho queimado

A coisa saiu tão diferente que até a presença de padrinhos políticos se escasseou de tal maneira que nem André Corrêa, que sempre gostou de exercitar sua passionalidade nas campanhas municipais de Valença, apareceu. E lembrando que, há pouco tempo, ele foi capaz de andar pelo Centro da cidade, microfone em punho, para desancar o candidato adversário da época, o hoje prefeito Álvaro Cabral.

 

Amigos, amigos...

Mas o que se vê nesta atitude, também, é, diante do desgaste geral, tentativa de se resguardar de mais desgaste. Afinal, não é todo mundo que engoliu esta mistura Graça-Corrêa. Da mesma forma, muita gente não se lembra mais, e ele quer muito que esqueçamos, quem era o deputado federal da predileção do prefeito Álvaro Cabral e de sua turma. Responsável pela obtenção dos recursos para construção da propalada UPA. Quem se lembra? Acertou quem respondeu o mequetrefe do cassado Eduardo Cunha. O homem que não tem conta, tem trust.

 

De fora

Por sua vez, Cyro Guimarães que poderia ter sido o diferencial deste pleito, teve na mala de Picciani a garantia de recurso, porém o esforço gerou desgaste, até porque trouxe junto Silvestre Monteiro e cia. E, para piorar, teve de, por conta da injunção com Lourenço Jannuzzi e Genaro Rocha, carregar um vice sem praticamente nenhuma densidade ou perspectiva de acréscimo de votos, visto que o advogado Hélio Bilheri é de Três Rios. E Cyro, que já foi do governo de Álvaro Cabral, repete este, que se caracterizou pelo time de secretários importados.

 

É quem?

Aliás, o que já fizeram candidatos como Fábio Ramos, Hélio Bilheri e Wallace Perotti para se considerarem aptos a assumir os postos que pleiteiam? Nunca sequer foram eleitos como vereadores ou ocuparam cargos importantes e, em sua maioria, não possuem trabalho comunitário ou institucional de destaque ou relevância que os coloque à frente do que pleiteiam. Ambição ou oportunidade?

 

Mas é quem mesmo?

Aliás, o que já administraram certos candidatos, para se considerarem tão capazes de nos convencer a lhes dar o comando do município? Hélio Suzano, por exemplo, pelo menos, é empresário e comandou a organização da Festa de Nossa Senhora da Glória com bons resultados, além de já ter estado à frente do Sine e da Fundação Leão XIII. Luciana Miranda vem de atuação junto a movimentos sociais e o professor Lucimauro sempre atuou em ongs ambientais e na educação. Embora não se tenha notícia de que tenham administrado algo de vulto, assim como Fábio Ramos

 

Atrasados

Eu sei que pouca gente, hoje, se importa com questionamentos deste tipo, mas eu ainda prezo muito pela minha cidade e gostaria de enxergar outras perspectivas. Gostaria de ter a chance de ver candidaturas com pontes para um futuro de crescimento econômico e para lideranças consistentes, de personalidade, experiência e imaginação administrativa, capazes de nos tirar, com rapidez e habilidade, da década de oitenta do século XX, onde estacionamos e estamos parados até hoje.

 

Liderança

Política e economicamente estacionados. Estamos atrasados e ficando muito para trás, em relação a Barra do Piraí, Piraí, Vassouras e outras, que seguem seus rumos. O que me faz chegar à conclusão que estamos sendo muito mal liderados. Quem gosta de Valença, precisa acordar. E as instituições (sociais, culturais, clubes de serviços, de classe e esportivos) precisam formar e preparar melhores quadros para a cidade, já que as agremiações políticas abriram mão de fazê-lo, há muito tempo. Superadas por personalismo e jogo de família.

 

Aniversário de Rio Preto

Na sexta, a partir das 23h, o cantor Negro Léo se apresenta no 145º aniversário de Rio Preto (MG). No sábado, a dupla João Neto & Frederico canta sucessos da música sertaneja universitária.

 

Recital

E neste sábado (24), pela manhã (10h), a Academia Valenciana de Letras recebe o professor de Música e solista, Juarez Carvalho. Como parte do projeto cultural Palestra na Academia, o músico apresentará um recital comentado acerca da história da música, tendo como companhia o violão.

 

Cidade

No mesmo sábado, o Concidade realiza a V Conferência Municipal. A partir das 9h às 16h, no Cefet, serão discutidos a “Função social da cidade e da propriedade: cidades inclusivas, participativas e socialmente justas”.

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