Oportunidade, planejamento e adequação à realidade!

Edição: 517 Publicado por: Sonia Vilela em 20/10/2016 as 09:23

 
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Já faz dois anos que a economia brasileira não deslancha e ainda está se contraindo. As causas mais prementes são: a falta de investimentos, baixa produtividade dos fatores de produção e também as baixas expectativas dos empresários quanto ao futuro. Essas questões têm trazido dificuldades em melhorar o ambiente de negócios.

No âmbito municipal, passadas as eleições, inicia-se o processo de esperança para a Economia do Município. E o que esperar para o próximo ano? Por um lado, a expectativa do eleitor está tão ampliada quanto o descrédito na Política. Essa combinação traz à tona novos fatores de decisão eleitoral. O eleitor está mais crítico, mas não mais consciente, a consequência é uma avaliação mais negativa dos resultados esperados em confluência com a queda significativa da confiança. Novamente, o número de votos nulos, brancos e abstenções alcançou novos recordes nessa eleição municipal. Por outro lado, foi monitorado, ainda que de forma incipiente, a fiscalização da prática da honestidade através do mecanismo da “ficha limpa”. O resultado evidenciou a intensificação da cultura política personalista facilmente perceptível nos resultados das eleições. É factível que os eleitores optaram pela pessoa do candidato em detrimento de ideias e compromissos partidários, nas mais diferentes localidades.

Várias pesquisas trouxeram à tona os resultados das expectativas dos eleitores. O resultado apontou que um bom prefeito é aquele que está a serviço do município, conhece as necessidades da comunidade e resolve seus problemas. Isso significa que possui um programa de governo bem elaborado, planejado que possa ser cumprido. Não só administra com dedicação e seriedade, mas também presta contas de seu trabalho à população. É aquele que está a serviço do município, conhece as necessidades da comunidade e resolve seus problemas. Administra com dedicação e seriedade e presta contas de seu trabalho usando de transparência e separando os recursos públicos dos interesses pessoais, partidários e familiares. Acima de tudo, é competente na administração dos recursos escassos para atender as necessidades da população, preocupando-se em ser um agente arrecadador, tanto quanto um controlador de despesas bastante eficiente. Os eleitores clamam por resiliência.

E, quais são as necessidades por serviços públicos? Pelo menos, cinco itens são elencados em pesquisas de opinião pública e divulgados em enquetes nas redes sociais. São elas: saneamento básico; recapeamento asfáltico (manutenção das ruas); limpeza dos esgotos e canais; postos de saúde funcionando de fato; política de emprego para a juventude, desenvolvimento de uma política de esporte e lazer; promoção da qualidade do sistema educacional da rede pública municipal e orçamento público com participação dos distritos e da área rural. Percebe-se que não há clamor por atitudes milagrosas, mas a busca por eficiência e eficácia. Há, contudo, uma mudança comportamental.

Muitas são as demandas públicas e as poucas as possibilidades de aumento de receitas, pelo menos, no curto prazo até que a economia volte a crescer. Portanto, é necessário otimizar os recursos já existentes, reduzir os desperdícios e potencializar os resultados.

“O planejamento de longo prazo não lida com decisões futuras, mas com o futuro de decisões presentes.” Peter Drucker.

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