Vamos falar de câncer de mama?

Edição: 518 Publicado por: Patrícia Rocha em 27/10/2016 as 09:28

 
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Acho importante falar de experiências... eu pelo menos gosto de ouvi-las, principalmente quando são colocadas com propósito de nos fazer abrir a mente e enxergar alguns “momentos” com olhar positivo e otimista.

Demorei um pouco para ter coragem de falar abertamente, aqui no jornal, sobre a experiência de ter vivido um câncer de mama aos 30 anos de idade. Mas a vida tem me presenteado com tantas bênçãos, que acho egoísmo da minha parte não dividir com vocês como foi passar por todo o tratamento e hoje depois de 13 anos, estar aqui, VIVA e bem!!!

Para muitos pesquisadores o câncer é a “doença da alma” e acreditam estar nessa afirmação, a dificuldade de se descobrir a cura. Acredito que vários elementos são importantes para “vencermos” essa doença que apavora a todos, começando pela prevenção (que é o que a campanha propõe), seguindo, no caso da doença efetivamente detectada, do tratamento médico, mas principalmente do nosso emocional (apesar de não ser nada fácil).

Quando descobri a doença minha filha Maria Eduarda estava com três anos de idade. Me vi, ali, diagnosticada com câncer de mama, duas cirurgias para fazer, sugestão de metástase para axila e um tratamento doloroso de mais de um ano, que incluía seis sessões de quimioterapia vermelha e 36 sessões de radioterapia. Me vi tendo que encarar isso tudo de frente, com fé, mas principalmente força e com a determinação que eu veria minha filha crescer. Eu ia me curar a todo custo!

Claro que tive ajudas preciosas: de Deus, por ter me permitido descobrir rápido a doença, o que facilitou a cura; minha família; meus amigos; meu médico e meu anjo Sérgio Mello; do grupo do Rogério Fort que através do Lar Meimei fez um trabalho espiritual lindo comigo; alguns livros que me ajudaram a entender a doença (vou colocar os nomes no final do texto); mas o que realmente não deixou que eu me entregasse foi minha filha! Já que tinha recebido a missão de ser mãe eu queria cumpri-la e consegui. Foi fácil? Não! Mas eu consegui!

Passei bem pelos efeitos colaterais que eram bastante desagradáveis, e até consegui me achar bonita quando fiquei careca e engordei mais de dez quilos. O que eu não conseguia digerir era o fato de não poder mais ter filhos, visto que meu câncer foi hormonal. Isso realmente me entristeceu... Mas o tempo foi passando e a gratidão de estar bem e vendo minha filha crescer já bastava! Até que numa dessas surpresas da vida, 13 anos depois descubro que serei mãe do Joaquim! Isso mesmo! Foi lançado a mim mais um grande desafio! Um misto de susto e alegria! É esse meu Deus sempre me surpreendendo...

Na verdade tudo que relatei aqui foi para tentar ajudar alguém que possa estar vivendo essa situação hoje, sendo paciente ou família!

Não vamos deixar o câncer vencer, vamos encará-lo com a mesma força com que ele chega tentando devastar nossa vida! Vamos enfrentá-lo e vencê-lo!

Hoje depois de treze anos, olho para trás e não me arrependo de não ter perguntado “por que comigo?” Eu agradeço por ter tido a oportunidade, através da doença de rever meus sentimentos e dar a eles o devido valor que merecem! Hoje, valorizo mais as coisas simples da vida, sem mágoa, sem muita “sofrência” e com muita vontade de viver! Afinal, tenho um segundo tempo de vida de pelo menos mais “45” anos! E espero te encontrar nessa caminhada...

SARAIVA “Amor, medicina e milagres” Bernie Siegel - A cura espontânea de doentes graves, segundo a experiência de um famoso cirurgião norte-americano.

SARAIVA “Tire essa mágoa do peito” Fernanda Santos – Muitas doenças podem ser evitadas através de atitudes positivas em relação a vida.

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