Vamos falar de Fidel?

Edição: 524 Publicado por: Fabrício Itaboraí em 08/12/2016 as 08:06

 
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Vamos falar de Fidel? Esse debate se tornou imprescindível depois de sua morte. Castro deixou essa vida aos 90 anos de idade. Faleceu de morte natural, mesmo tendo sofrido ao longo de seis décadas mais de seiscentos atentados promovidos pela CIA.

Mas falar de Fidel, seus erros e acertos é mesmo imprescindível? Sim. Entretanto, imprescindível mesmo é saber o que foi feito em Cuba. E, o quanto nós, com tantos recursos naturais e liberdade estamos tão distantes dos avanços da Ilha Castrista em especial em termos de desenvolvimento humano.

A proporção total da população de lá que utiliza água tratada: 91% (2006) e a proporção total da população que utiliza serviços de saneamento: 98% (2006). Esses dados estão um pouco defasados mas servem como parâmetro para discutirmos por exemplo a questão da água tratada em Valença e o Saneamento Básico da nossa cidade.

Você, valenciano, que adora falar mal do comunismo/socialismo não se assusta em saber que temos uma água de pior qualidade e saneamento básico escasso e raro, inclusive no centro da cidade?

Em 2012, Cuba formou 11 mil novos médicos. Deste total, 5.315 são cubanos e 5.694 vêm de 59 países principalmente da América Latina, África e Ásia. Desde a Revolução Cubana em 1959, foram formados cerca de 109 mil médicos no país. O país tem 161 hospitais e 452 clínicas para pouco mais de 11, 2 milhões de habitantes.

Em Cuba há hoje 6,4 médicos para mil habitantes. No Brasil, esse índice é de 1,8 médico para mil habitantes. Na Argentina, a proporção é 3,2 médicos para mil habitantes. Em países como Espanha e Portugal, essa relação é de 4 médicos para cada mil habitantes.

A taxa de mortalidade em Cuba é de 4,6 para mil crianças nascidas, e a expectativa de vida é de 77,9 anos (dados de janeiro de 2013). No Brasil, a taxa de mortalidade é de 15,6% para mil bebês nascidos (IBGE/2010).

Esses números, esses avanços precisam ser estudados e adaptados a nossa realidade. Aliás, se você não sabe o Programa Saúde Família (PSF) foi inspirado no modelo cubano. Lamentavelmente aqui no Brasil e na nossa cidade apresenta muitas falhas e não cobre as necessidades da população, em especial a mais carente.

Enfim, Cuba não é o céu na terra preconizada por boa parte da esquerda, mas também não é o inferno como defende majoritariamente a direita brasileira. Aliás, inferno mesmo é beber essa água de cocô, ficar doente e não ter hospital porque fecharam o Hospital Geral como promessa política de algo melhor que parece que nunca vai acontecer, mas ninguém liga. Exceto em tempos de eleição, aí temos vistoria, licitação e muitas fotos de deputados, vereadores e bajuladores.

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