A ficha caiu para todos

Edição: 527 Publicado por: Redação em 05/01/2017 as 08:06

 
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Discursos moderados, a ficha caiu para todos. Longe se vão os tempos de recursos fartos, repasses generosos, ajudas de outras esferas de governo e soluções estratégicas e temporárias. O emaranhado de compromissos protelatórios, as exigências das leis de responsabilidade e a drástica redução do recurso disponível derrubou por terra todo e qualquer discurso de supremacia. Vivemos a era da humildade com a coisa pública, ainda que culpando sempre o antecessor pelo pior.

O cenário de casa abandonada é uma variante quase que nacional. As exceções existem e derrubam o discurso corrente de que as dificuldades adviriam apenas da crise econômica, que é estadual e nacional e já foi mundial. Diante do caos, resta aos novos governantes cortar na carne do empreguismo que sempre ditou as gestões políticas das prefeituras e das câmaras e que agora as deixou expressivamente combalidas e dissonantes do ato comum de economizar e fazer reservas para se fazer forte no mau tempo.

Agora, mais que arregaçar mangas, unirem-se pelo bem comum das cidades, nossos novos governantes terão de queimar neurônios para encaixar o mínimo de serviços públicos essenciais no apertado orçamento de minguados repasses que já lhes chegam subtraídos de dívidas negociadas e renegociadas à exaustão do mínimo possível.

Daqui para frente, pouco nos interessa quem é o culpado pela ruína. Nos interessa é quem terá a coragem política de nos tirar desse mais do mesmo de empurrar com a barriga graves problemas, omitindo incapacidades financeiras e maquiando contabilidades, vislumbrando, apenas, uma próxima eleição.

Queremos ter orgulho de nossas Prefeituras e de nossas Câmaras. Chega de ter vergonha de nossas cidades. Chega de governos de grupos para grupos, estamos no século XXI, afinal. E que a transparência seja verdadeira e não fique apenas como uma esfarrapada bandeira de campanha. Esperamos que haja comunicação de qualidade, sem temores de expor problemas e dificuldades de resolução, pois este não é um anseio somente do Jornal Local, mas de toda população que torce pelo bem de sua cidade.

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