Nintendo Switch - Tudo que você queria saber, mas tinha medo de perguntar

Edição: 529 Publicado por: Marcelo Iglesias em 19/01/2017 as 09:52

 
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A Nintendo acaba de divulgar todos os detalhes do Switch, seu novo console que chega no dia 3 de março, nos Estados Unidos, Europa, Japão e Hong Kong e demais mercados, no qual o Brasil não faz parte. Com preço de US$ 300 (R$ 960) nos EUA, o aparelho chega com valor superior que as versões de entrada de PS4 e Xbox One, que têm preços iniciais em R$ 280 (R$ 896), mas que fica cerca de US$ 50 (R$ 156) abaixo das versões PS4 Pro e Xbox One S.

Uma das grandes expectativas sobre o Switch é como ele funciona de fato e quais são os games que chegarão para ele junto do lançamento. O console é um híbrido entre aparelho de mesa e portátil, no qual tudo se resume a um módulo que inclui CPU e uma tela de sensível ao toque de 6,2 polegadas. Como já foi mostrado inúmeras vezes, o aparelho pode ser acoplado a um dock, que faz a conexão com o televisor e funciona como um console de mesa convencional.

O joystick, por sua vez, utiliza dois segmentos que podem ser acoplados nas bordas do console, funcionando como um portátil tradicional. Ou encaixados num suporte batizado de Joy-Con, para ser utilizado quando o Switch estiver plugado no dock.

 

Capacidades do Switch

A Nintendo não informou qual é seu poder de processamento e se limitou a dizer que a tela do Switch tem resolução de 1280×720, mas não detalhou dados técnicos de GPU e outras informações técnicas. Ou seja, a resolução na TV não deve ir além do Full HD (1080p). A capacidade de armazenamento do aparelho é de 32 GB, mas pode ser expandida com o uso de cartões de memória em formatos SDHD e SDXC.

Já a bateria, no modo portátil, dura em média seis horas. No entanto, a própria Nintendo adverte que a autonomia pode cair pela metade, quando se roda um game que exija muito do aparelho. Ela até exemplificou com “The Legend of Zelda: Breath of the Wild” (principal game do Switch até o momento) que consome carga acima da média.

Ou seja, com capacidade limitada de armazenamento, consumo elevado de energia e poucas informações de hardware, nota-se que o desempenho é superior aos portáteis atuais, mas não se sabe se ele oferecerá uma performance superior ao Wii U e muito menos dos demais consoles do mercado (PS4 e Xbox One).

 

Games do Switch

Herança dos portáteis da marca, o Nintendo Switch venderá seus jogos em formato de cartuchos, como acontece desde a primeira geração do Game Boy, de 1989. No mercado norte-americano, os cartuchos, ou game cards, já podem ser encomendados por US$ 60 (R$190). Há também a possibilidade de aquisições on-line, via rede exclusiva, mas a Big N já adianta que irá cobrar para que os jogadores possam disputar partidas pela Internet, num modelo muito parecido com o que a Sony adota com donos de PS4, que precisam assinar o serviço PS Plus.

Além do novo Zelda, a Bethesda voltou atrás e confirmou que The Elder Scrolls: Skyrim terá uma edição para o console. O Switch também já tem confirmado os games “Monster Boy and the Cursed Kingdom”, “Lego City Undercover”, “Rime”, “Project Sonic”, “Yooka-Laylee”, “Stardew Valley”, “Constructor”, “Club Life: Island Survival”, “Dragon Quest XI”, “Dragon Quest X” e “Just Dance”. O que ficou faltando foi um anúncio de um episódio inédito de “Super Mario Bros” e a presença de franquias multiplataforma de peso como “Battlefield”, “Call of Duty”, “Fifa Soccer”, “PES”, “Resident Evil”, dentre outras séries de grande popularidade no Brasil.

O Nintendo Switch certamente será vendido no Brasil, via importação direta, uma vez que a Big N encerrou suas operações no mercado brasileiro há exatos dois anos. Daí, quem comprar o Switch importado não terá nenhum assistência técnica. A garantia será apenas a oferecida pelo comércio onde foi adquirido, que é de 90 dias, conforme preconiza o Código de Defesa do Consumidor.

Seus preços deverão girar, por aqui, na casa dos R$ 3 mil, já que é preciso considerar a pesada tributação de importação, cotação e a margem de lucro do varejista. Basta comparar com o NES Classic Edition. O aparelhinho retrô da Nintendo que custa nos EUA US$ 60 (R$ 190) aqui é vendido entre R$ 800 e 1.200.

E aí, será que dessa vez a Nintendo se dará bem?

 

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