“Nioh” segue a receita caótica de “Dark Souls”

Edição: 530 Publicado por: Marcelo Iglesias em 26/01/2017 as 09:30

 
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Neste final de semana (21 a 23 de janeiro) a Sony liberou a demo de “Nioh”, game que chega ao mercado no dia 7 de fevereiro, exclusivo para PS4. Em tese, este preview era para ser um texto jornalístico convencional, com uma explanação do game, dados da produção e demais informações que fazem parte da labuta de repórter. No entanto, “Nioh” pede algo além. Mesmo em sua versão de demonstração, o game exige um relato pessoal. E é isto com o amigo irá ler a seguir.

“Nioh” é um Action RPG, que entrou em desenvolvimento em 2004 pela Team Ninja, mesmo estúdio de Ninja Gaiden e demais jogos com temática japonesa. A proposta da equipe era desenvolver o título para PS3, mas o processo se alongou e chega depois de quase 13 anos de trabalho. Mas o que se pode esperar de “Nioh”?

O game conta a história de um ocidental que chega ao Japão no século XVII, durante o período Sengoku. Historicamente trata-se de uma das épocas mais conturbadas do Japão medieval, e no game a situação não difere muito da história. William atravessou o mundo atrás de uma vingança e seus olhos azuis e cabelos dourados podem até fugir da imagem tradicional de um samurai, mas ele não se intimida.

A primeira impressão de quando se inicia o game, ainda na fase tutorial, é que se trata de uma produção complexa. Por exemplo, o jogador tem quatro posições de sua arma em punho. Embainhada, elevada, altura média e altura baixa. Cada uma dessas posições interfere na força e agilidade do golpe desferido. Se não bastasse, o jogador ainda tem opções de golpe rápido ou forte, como em qualquer game de estilo “Hack and Slash”. Mas quem acha que o samurai loiro se comportará como Kratos ou Dante, é um grande erro.

“Nioh” ou “Dark Souls samurai”?

Quando o game começa para valer, é impossível não se lembrar de “Dark Souls”. Nioh é um game sádico, que maltrata o jogador acostumado com games “mamão com açúcar” com inimigos dementes. Logo de início, o jogador e apresentado às funcionalidades do título. Assim como demais Action RPGs, o jogador precisa se concentrar em elevar seus atributos gastando pontos de desempenho, combinando peças da indumentária, assim como as armas. É uma lógica muito parecida jogos como “The Elder Scrolls: Syrim” ou “The Lords of the Fallen”. Além disso, é preciso utilizar com sabedoria os espíritos japoneses que oferecem vantagens em campo.

Com o herói devidamente trajado, armado e com os comandos familiarizados, o jogador se sente encorajado a acreditar que passará como um rolo compressor sobre quem aparecer pela frente. No entanto, o mais simples dos inimigos tem uma postura extremamente letal. E não é vergonha dizer que demora um bocado de tempo para atravessar a primeira horda de oponentes.

Isso porque a dinâmica de combate não facilita a vida do jogador. William tem uma barra de saúde e outra de energia. A cada golpe o nível de energia se descarrega. Ou seja, após alguns movimentos, o protagonista está esgotado e vulnerável. Para não partir dessa para melhor é bom saber dosar os golpes, com bloqueio e esquiva. Dizendo dessa maneira parece simples, mas se o golpe do jogador é capaz de tirar uma boa dose de sangue do NPC, as investidas dele também podem causar hemorragia na barra de saúde.

Estratégia e paciência

“Nioh” exige atenção nos combates. Sair com tudo para cima do inimigo não irá assustá-lo e ele matará o jogador com facilidade. O game exige estratégia, escolher a melhor arma para cada oponente, pois eles têm diferentes armas e armaduras. Não é preciso dizer que o chefe da demo é simplesmente doentio e imenso, como boa parte dos gigantes que se apresentarão durante a campanha. Nessa hora, vem uma saudade de como Bloodborne parecia ser bondoso com o jogador.

Uma dica para tornar os ataques mais eficientes é travar a mira no inimigo. Com o R3 é possível fixar o olhar no oponente. Isso permite que o jogador desfira o golpe sempre na direção certa. Não garante que irá causar dano e nem que o inimigo irá se esquivar, mas evita que o jogador desperdice energia com golpes ao vento.

Graficamente “Nioh” e um game muito bem produzido. Os gráficos são detalhados e é possível notar a planta dos pés sujas quando William está descalço, assim como as marcas de sangue correspondentes aos ferimentos. Os cenários também são caprichados, assim como os efeitos de luz, sombras, névoa e até mesmo a iluminação de uma flecha flamejante por onde passa.

O game tem preço de R$ 200 na PlayStation Store. Há uma edição de luxo que salta para R$ 250. “Nioh” é uma indicação para quem gosta de jogos de campanhas longas acrescidos de combates intensos. É um game que demanda paciência para gerenciar o inventário e também para preparar para os confrontos. Se um gamer gostou de Dark Souls, certamente não irá se decepcionar com “Nioh”.

 

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