Tempos de apreensão

Edição: 531 Publicado por: Redação em 01/02/2017 as 11:38

 
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A continuidade e os avanços da Operação Lava-Jato fazem-nos supor que, em breve, novos conhecidos da nação brasileira e, em especial, do combalido Estado do Rio, serão alçados à vergonhosa posição de presos provisórios. Por mais que tentem contra-atacar negando até a morte possível envolvimento, nossos homens públicos, já não há mais dúvida, exageraram na condução de carreiras políticas baseadas em esquemas. Tudo indica que a ganância exacerbada tomou conta de todos, ao não se satisfazerem apenas com os bons ganhos e vantagens dos cargos. Não lhes bastou serem ricos, quiseram com a avidez dos que temem o fim do mundo ou o juízo final, ser milionários, bilionários, trilhardários...

E mesmo os maus exemplos repercutem e influenciam muitos bobocas daqui debaixo dos satélites municipais, onde se formam muitos de nossos políticos vazios de ideiais e cheios de más intenções. Pois é triste quando tomamos conhecimento de vereadorezinhos que mal tomaram posse já quererem negociar com o Executivo, em troca de apoio, cargos, áreas de influência e até mesmo serviços públicos. Mau sinal de que o espírito corrupto se espraiou e entendido como natural na atividade política até que se explicite o que é, na verdade e este tenha apenas o trabalho de negar. Negar até a morte.

O poder em Valença ficou quase unificado, mas eis que dividido. Enquanto um Graça retoma o Executivo, um Correa controla o Legislativo. Ambos, sinalizam com a intenção de conduzirem os dois poderes a um patamar de realidade do município, deixando para trás as delirantes administrações recentes de gastos supérfluos, desnecessários inchaços da folha, mordomias e privilégios incompatíveis com o tamanho da alquebrada máquina valenciana.

Ambos os novos gestores, avançam em atitudes de austeridade demonstrando o quão é importante neste momento ter os dois pés bem plantados na realidade possível. No entanto, terão que ser fortes e certos do apoio da população, para que estas medidas não venham a frustrar, mais à frente diante da pressão que virá por conta de apoios, pedidos e pseudo necessidades de grupos políticos que se querem apoiadores. Fartos de discursos de conveniência, sobretudo em começo de gestão, os eleitores apostam, uma vez mais, em personalidades que sejam cumpridores de suas falas e das convicções que expõem agora. Fartos de mudanças de rumo, à conveniência da política de ocasião, a população espera seriedade e compromisso de nossos políticos. E que a transparência seja efetiva, para que ninguém possa pensar que há algo a esconder.

1 comentários

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Cintia Abruzzini em 13/02/2017 às 09:10 disse:

O que me causa mais espanto é o silêncio que os prefeitos "seguintes" fazem, sobre a gestão anterior. Por que será, que não existe uma publicação das contas, dos contratos? Nada! Deixam tudo a cargo do Tribunal de Contas... será que são todos "farinha do mesmo saco"? E nós inocentemente acreditamos em "oposições"? Para crer que algo será diferente é preciso acreditar que existe a "oposição verdadeira".
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