“Resident Evil 7” resgata o terror da série

Edição: 531 Publicado por: Marcelo Iglesias em 02/02/2017 as 08:47

 
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Tentar falar de algo, neste momento do ano, que não seja a insana política externa de Donald Trump, é como se estivéssemos escrevendo de uma caverna na Antártida. Mentira! Estamos nos lixando para o Tio Trump e, enquanto o bilionário de pele alaranjada e olhos de Gremlin não avacalhar o mercado de games, não há do que reclamar do republicano “vida loka” tarado por lolitas da Perestroika. Na verdade, estaríamos numa caverna se negligenciássemos “Resident Evil 7: Biohazard”.

O game da Capcom finalmente foi liberado, no último dia 24 de janeiro, e supera todas as expectativas desde sua apresentação na E3 do ano passado. E ainda vai muito além da demo “Resident Evil 7: Beginning Hour”. Tal como a versão de degustação, o game se passa na Mansão Baker, um casarão macabro às margens de um pântano na Luisiana. No entanto, ao invés dos bedelhudos da demo que invadem a propriedade para fazer um programa de TV e se dão mal, o jogador assume o papel de homem em busca de sua esposa desaparecida.

A primeira grande revolução do título é sua visão em primeira pessoa, que chegou a gerar muitas críticas dos fãs mais radicais, que preferiam a visão em terceira pessoa. Mas vale lembrar que a franquia já teve episódios em primeira pessoa como “Resident Evil CODE: Veronica”. A mudança de visão foi uma sacada genial, pois consegue amplificar a proposta de elevar a sensação de pânico e claustrofobia dentro da casa.

A estética de “Resident Evil 7” também impressiona, ao colocar o jogador num casarão enorme e deteriorado. Se não bastasse, o jogador se depara com os residentes, uma família de psicopatas e com uma estranha insistência em não morrer. Daí o game se torna uma espécie de jogo de gato e rato acrescido de charadas e quebra-cabeças para ter acesso aos demais cômodos da mansão. Neste ponto é impossível não se lembrar do primeiro game da série, em que a missão e se safar da Mansão Spencer, acessando cômodo por cômodo. O jogo também lembra muito com “Alien Isolation”, outra referência da sensação de desamparo e desespero.

A jogabilidade também herdou muito dos antigos games da série como escassez de espaço no inventário, que acaba exigindo decisões que podem colocar o jogador em risco num futuro próximo. Saber renunciar um item ou equipamento para ter outro à mão é uma das chaves de “Resident Evil 7”. O arsenal do game não é muito farto, mas conta com boas opções de armas como pistolas, escopetas e até mesmo um lança-chamas.

Graficamente, o game é irretocável, mesmo que a interação com os elementos seja limitada. O nível de detalhe impressiona, assim como a movimentação dos demais personagens. Efeitos de iluminação, sombras, poeira e fachos de luz são muito interessantes e contribuem para imersão do jogador.

Uma das poucas reclamações do jogo é sua duração. O game pode ser vencido com apenas 10 horas de jogo. No entanto, vale lembrar que esse desempenho acelerado abre mão de uma exploração minuciosa. E vale a pena escarafunchar os cantos da mansão pois há surpresas interessantes e referências da franquia.

 

“Resident Evil 7: Biohazard” tem versões para PC, PS4 e Xbox One.

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