“For Honor” leva barbárie medieval para o multiplayer

Edição: 534 Publicado por: Marcelo Iglesias em 23/02/2017 as 09:26

 
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Games cooperativos com suporte on-line geralmente são de tiro, estratégia ou RPG. No entanto, a francesa Ubisoft tem apostado em novas vertentes para games em rede. Depois das corridas, com o pouco expressivo “The Crew”, agora decidiu unir hordas de jogadores num game pancadaria medieval, como o novíssimo “For Honor”.

O game coloca os jogadores num conflito entre cavaleiros, vikings e samurais, cada um lutando pelos próprios ideais num mundo hipotético, sem considerar a coerência geográfica e cronológica da história.

Como em qualquer game com opção de partidas em rede, o jogador pode criar o personagem, escolhendo entre três etnias. Além disso, é possível definir as cores de batalha, emblemas, formato do escudo, dentre outras firulas para personalizar o avatar do jogador.

As partidas seguem o modelo de qualquer outro game on-line em que o jogador acessa uma sala e são formados times que deverão lutar entre si em castelos e demais cenários do jogo. A lógica e as regras também são muito parecidas com os jogos de tiro on-line, em que ganha quem acumular mais mortes. E consequentemente, quanto mais vitórias, melhor será a posição no ranking.

Jogabilidade de “For Honor”

Mas “For Honor” não se limita a um mero game de pancadaria (“hack and slash”) nos moldes de medalhões como “God of War” e “Dante’s Inferno”. O game evoluiu no mecanismo de combate na busca de confrontos mais realistas e menos performáticos em relação aos tradicionais jogos do gênero.

Em “For Honor”, o jogador precisa dominar comandos de defesa e ataque. É preciso antecipar a posição da arma do adversário para poder bloquear a investida e também conseguir encaixar o golpe. São três posições de combate: para cima, para a direita e para a esquerda, numa lógica parecida com a do RPG “Nioh”, lançado há pouco para PS4.

No começo, essa necessidade de interpretar a posição do inimigo, saber se defender e obter sucesso nos ataques chega a ser um tanto cansativa, e dá um “nó” nos dedos que demoram para acompanhar os acontecimentos na tela, mas com um pouco de treino já é possível manusear corretamente a espada ou machado e se defender bem.

Campanha

“For Honor” é um game que se concentra totalmente na experiência dos combates, mas nem por isso é fraco em termos de narrativa e oferece um modo campanha interessante, mas nada épico.

Na verdade, as fases seguem um modelo de jogabilidade linear da velha guarda, em que é preciso avançar sobre inimigos genéricos até chegar ao chefe de fase, num roteiro pré-definido. O primeiro estágio exemplifica muito bem esse esquema. Nele, o jogador assume o papel de um cavaleiro que precisa defender a fortificação do soberano.

Aos poucos as forças invasoras conseguem se infiltrar no castelo e cabe ao jogador eliminar os inimigos, até o momento em que o portão é derrubado e os dois líderes propõem um duelo entre os dois campeões, o jogador e o chefe de fase.

Gráficos

Graficamente, “For Honor” é irrepreensível. A qualidade visual impressiona, tanto pela riqueza de detalhes do jogador, dos demais personagens e até mesmo dos inimigos mais simples e genéricos. Tudo é muito bem feito e os efeitos visuais são de ótima qualidade, o que faz do game uma produção atraente aos olhos.

“For Honor” surge como uma proposta interessante para sair da mesmice dos games com suporte on-line. Um dos segredos para o sucesso dos jogadores e melhor pontuação nos rankings está justamente na capacidade de manipular a lâmina em nome da defesa e do ataque, independentemente da categoria de guerreiro.

O jogo tem versões para PC, PS4 e Xbox One. Os preços variam de acordo com a plataforma, além das edições aprimoradas que agregam conteúdos extras e demais firulas. No entanto, as versões básicas para consoles têm preço sugerido na casa dos R$ 200.,

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