“Horizon Zero Dawn”: será que é isso tudo mesmo?

Edição: 535 Publicado por: Marcelo Iglesias em 02/03/2017 as 11:16

 
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O mundo gamer começou a última semana alvoroçada com os primeiros reviews de “Horizon Zero Dawn”, game da Guerrilla Games, exclusivo para PS4, que chega ao mercado na terça-feira dia 28 de fevereiro (em pleno feriado de Carnaval). E o coro que a imprensa e youtubers que tiveram acesso ao game é que “Horizon Zero Dawn” seria a quintessência dos games. Alguns mais eufóricos compararam o game com obras como “The Last of Us”, mesmo que não se tenha relação tanto com a jogabilidade, gênero e narrativa.

À primeira vista, “Horizon Zero Dawn” parece ter bebido na fonte de diversos outros games. O esquema visual da tela conta com uma bússola ao alto que tem clara inspiração nas séries “The Elder Scrolls” e “Fallout da Bethesda”, assim como o mapa que parece ter sido inspirado por “Far Cry”, com direito a detalhes sobre criaturas e elementos espalhados pelo território. Mas isso não é um ponto negativo, pelo contrário. A Guerrilla lançou mão dos melhores recursos de usabilidade para fazer um game decente.

E considerando que o estúdio só tinha produzido seis jogos, sendo que cinco são da franquia Killzone, o certo seria inspirar nas boas ideias e aprimorá-las. Mecanismos de jogabilidade como a camuflagem em folhagens elevadas seguem os mesmos moldes de games como “Uncharted 4: A Thief’s End” e “Middle Earth: Shadow of Mordor”.

 

Caprichos de “Horizon Zero Dawn”

É bem verdade que trata-se de uma produção caprichada, com gráficos muito bem trabalhados e efeitos impecáveis. Afinal, foram seis anos de produção. E ainda bem que depois de “Duke Nukem Forever” e “Chinese Democracy” dos Guns N’ Roses a humanidade aprendeu que é melhor começar do zero que persistir no erro. Elementos como a poeira que geralmente é representada como uma camada opaca e com certa transparência, em “Horizon Zero Dawn” a qualidade impressiona, assim como demais efeitos de iluminação, movimentação das folhagens e demais elementos que perseguem um elevado nível de realismo. Mas o game não se resume a poeira e vento, a trama se concentra principalmente em nos mistérios que ladeiam a protagonista Aloy.

E por falar em Aloy, a heroína da trama vive em um mundo pós-apocalíptico. O game salpica de forma paulatina informações de quem ela é, de onde surgiu e para onde vai. O que se sabe, é que Aloy é meio que “persona non grata” por ser “exilada”. Daí cabe ao jogador descobrir o que a levou a tal exílio.

De acordo com a narrativa, “Horizon Zero Dawn” se passa num futuro distante e depois de uma hecatombe a humanidade recrudesceu ao tribalismo. No entanto, numa visão ao melhor estilo “Matrix”, essa nova civilização que se ergue precisa lutar contra máquinas em forma de animais titânicos como aqueles dinossauros robóticos da série “Transformers” que pipocam nas lojas de brinquedo. O que não fica muito bem explicado é como uma garota consegue abater um dinossauro de aço com um arco e flecha!

No entanto, bater no peito de afirmar que “Horizon Zero Dawn” é o supras-sumo dos games, com muitas publicações têm defendido, é um tanto exagerado. Afinal, trata-se de um RPG que segue um modelo de jogabilidade consolidado com diversas outras opções. A temática pós-apocalíptica não é novidade na indústria de jogos e mapas gigantescos apinhados de missões secundárias são obrigatórios em qualquer RPG. Mesmo assim, “Horizon Zero Dawn” é um game que faz por merecer seus R$ 200, mas sinceramente está longe de ser o teto da Capela Sistina dos games!

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