Cartão de credito: as mudanças não são nos juros

Edição: 540 Publicado por: Sonia Vilela em 05/04/2017 as 10:01

 
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No ano passado, 77% das famílias endividadas ficaram assim por causa do rotativo do cartão de crédito, essa é uma das razões, pelas quais, o Banco Central mudou as regras. A partir de abril de 2017, várias mudanças ocorreram no Cartão de Crédito no que diz respeito ao Rotativo do Cartão, ou seja, as mudanças são, apenas, para aquelas pessoas que compram no cartão e não conseguem pagar o total da fatura no vencimento e passam a pagar o valor mínimo estipulado pela operadora do Cartão. A partir dessa data, a pendência no rotativo deverá ser quitada em 30 dias –, com pagamento integral, ou caso não seja pago, o consumidor terá que fazer um empréstimo para liquidar, ou ainda, promover a migração para uma linha de crédito, que deverá ser mais barata (ou menos cara). Vale lembrar que temos taxas de juro muito altas que podem variar de cerca de 2% à 10% ao mês, por tipo de financiamento, e, dependendo do cliente. Ainda assim, nada se compara à taxa do crédito rotativo que chega a 480% ao ano, levando o consumidor ao endividamento crônico e à inadimplência. Agora, o sentido de emergência deverá ser observado sob pena de pagar juros dos 30 dias do cartão mais os juros do financiamento. É importante frisar que quanto maior o prazo, e mesmo com taxas mais baixas, elas se acumulam ao longo do período, e aí, no fim desse prazo mais estendido, a gente pode acabar pagando mais juros. Quanto maior o prazo, maior será o gasto com juros ainda que a taxa apresente um número menor em termos absolutos. Por exemplo, uma taxa de 5% a 8% ao mês, é que deverá financiar esse rotativo, bem menor que os 15% do rotativo, porém ainda muito alta, essa nova forma de financiar a dívida do cartão, equivale mais ou menos de 80% a 150% ao ano. Bem menor do que os 480% ao ano. Mas, o consumidor deve ficar atento, pois é pouco provável que o cidadão comum consiga aumentar sua renda ou rendimentos nessa magnitude. Então, somente numa situação de emergência é que isso deva acontecer, para sua própria saúde financeira.

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