Salas de aula

Edição: 547 Publicado por: Marilda Vivas em 24/05/2017 as 10:24

 
Leitura sugerida

Virginia Fontes (UFF)

Em momentos como esse, pelo que passa o país, Maquiavel (1469-1527) aconselha, na célebre obra “O Príncipe”, a buscar a verdade extraída dos fatos e não da imaginação dos mesmos. Diz ele: “como é meu intento escrever coisa útil para os que se interessarem, pareceu-me mais conveniente procurar a verdade pelo efeito das coisas, do que pelo que delas se possa imaginar”. No entendimento do processo político que vivemos nos dias atuais, é essencial seguir esse conselho.  

Uma forma que temos de chegar a esse ponto é estudar. Estudar, estudar, estudar, como ensinava Che. Se assim é, penso que aqui cabe sugerir aos leitores a audição da aula magna do Instituto de Estudos Latinos-Americanos (IELA) proferida no dia 24 de abril pela professora Virgínia Fontes. Antes, portanto, do histórico 17 de maio. O tema, “A crise brasileira e a luta de classes”, não apenas permite o aprofundamento teórico sobre o nosso tempo como oferece ferramentas analíticas que possibilitam ao movimento dos trabalhadores uma maior eficácia na formulação de propostas para a superação da dramática situação que vive o país.

Os últimos acontecimentos tornam claro que o cerne da luta é entre Capital e Trabalho e nunca entre partidos e seus aliados. Não somos nós que dizemos que está tudo junto e misturado? Então. Só conhecendo as manhas e as artimanhas do Capital para vencê-lo. Senão isso, pelo menos se dar uma chance de refletir até que ponto nossa mente é uma parte do negócio deles. (youtube.com/ watch?v=seGV-HANDSs).

 

Guarani-Kaiowá

O documentário “Martírio” (162 min), do antropólogo e indigenista Vincent Carelli, é testemunho comovente e um importante alerta a favor da da luta dos povos indígenas Guarani-Kaiowá que vivem no Centro-Oeste brasileiro, no Paraguai e na Argentina, e que vem sendo sufocada ao longo dos séculos.

Segundo as críticas especializadas, trata-se de um filme singular e definitivo não apenas sobre o massacre dessa tribo, subgrupo contemporâneo dos índios Guarani, mas sobre a história de repressão que marca o convívio entre o homem branco e os povos nativos do continente americano. O título, não menos apropriado, significa sacrifício, sofrimento e tortura. Saiba mais em https://goo.gl/Ydtpj8 (Radis, nº 176, maio de 2017).

 

Evento

Na noite de hoje (25/5), a Pastoral Fé e Política e a Cáritas Diocesana dão continuidade às atividades do II Seminário Orientador “Repensar o Brasil a partir do Município”, com o tema “Cultura do desencanto. Juventude, drogas e violência: pensar políticas públicas para o município”, na perspectiva de provocar reflexões sobre os comportamentos de risco no contexto da adolescência e, também, ampliar e consolidar políticas públicas voltadas para os jovens valencianos. Local: “Pavilhão Leoni” (Largo da Catedral), com início às 19h e término previsto para as 21h. Aberto a todos.

 

Boletim Oficial

Está disponível na internet o Boletim Municipal nº 858, de 16 de maio de 2017, trazendo na integra o teor do Plano Diretor Participativo de Valença-RJ. Lei Complementar 196, de 17 de abril de 2017. Pela primeira vez na vida, os valencianos terão a oportunidade de conhecer de perto o planejamento urbano do município de Valença pensado pelo atual governo municipal.

 

Mapas Temáticos 

Uma das poucas observações públicas que pretendo fazer, os mapas temáticos são verdadeiros croquis, a despeito de existirem bases cartográficas digitais atualizadas e disponíveis em órgãos governamentais afins. A antiga e famigerada nota 18, foi substituída, ao que parece pela Nota 16 que prevê que em caso de dúvida entre o texto da lei e os mapas temáticos, prevalecerá o exposto nos mapas. Nota esquisita, para usar uma expressão bastante familiar, e complicada pois, se os mapas do PDPV não contêm os elementos obrigatórios em um Mapa (Carta) fixadas pelo CONCAR - Comissão Nacional de Cartografia, não vai causar estranheza se, por acaso, quem sabe algum dia lá frente, as distorções produzidas não vão permitir a urbanização em áreas classificadas de risco geológico. Alertas tivemos na não audiência pública organizada pela Comissão de Justiça e Redação da Câmara.

 

O Sol

Sem nos esquecer, professores e colegas da turma de 1982 do Almirante Rodrigues Silva, Marquinhos nos brindou com a alegria do reencontro, quando comemorou a marca dos seus 50 anos de nascimento. Juntos, percebi que o distanciamento, que beira quase quatro décadas, não foi capaz de apagar das memórias os traços marcantes de cada um. Pela primeira vez a expressão “o tempo não passa por você” ganhou novos contornos.  Vida longa e plena, Marquinhos.  Somos gratos a você.

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