Massacrados, todo dia.

Edição: 550 Publicado por: Redação em 14/06/2017 as 11:05

 
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Estamos sendo massacrados, todo dia.

Como ser passado a limpo, diante de tanta sujeira, tanta desfaçatez, tanta mediocridade a serviço da mentira e do constante enriquecimento ilícito? Como crer nos demais que ainda nos soam honestos, diante de tanta decepção, tanta incredulidade, tanta locupletação, tanta conivência e tanto corporativismo evidente?

Apesar da gravidade dos fatos, advogados, magistrados e políticos desviam-se do rumo e elegem outros fatos para se debruçar. Dentre estes, muito se fala do vazamento seletivo de informações das investigações, momento em que buscam sair batendo na Polícia Federal, no Ministério Público e, claro, na imprensa.

A imprensa, já é de praxe, sempre apanha. Em geral, se publica – apanha! Se não publica – apanha, também. A atividade, embora sempre colocada como fundamental à Democracia, atua sempre na contramão de algum interesse. E diante desta constatação, sempre somos alvo de insatisfeitos partidários do interesse prejudicado com alguma elucidação.

O radicalismo, emprestado aos insatisfeitos, ainda gera e contamina raivas e ódios, contra empresas de comunicação, além de absurdas agressões a profissionais no exercício de suas funções. O que se busca é intimidar, amedrontar e violentar direitos e liberdades, ainda que sejam favoráveis ao grupo A ou ao grupo B. Exemplificamos com os atos sempre hostis de governos sob constante ameaça da notícia que não lhes interessa. Acontece na Venezuela de Maduro, na Rússia de Putin e nos Estados Unidos de Trump. Por que não aconteceria no Brasil de Temer e companhia limitada?

Nós que militamos na imprensa do interior sempre fomos defensores da imprensa feita com profissionalismo e responsabilidade. Felizmente, podemos nos gabar que conseguimos imprimir este passo à frente. Se hoje estamos praticamente sozinhos no panorâmico cenário dos veículos de comunicação que informam apurando os fatos, checando dados e preservando fontes, muito se deve à crença do leitor em nossa proposta e em nosso trabalho. Mas este contundente fato não nos eximiu de sermos acusados, caluniados, ameaçados, desrespeitados e desconsiderados. Sempre por insatisfeitos de ocasião que não nos aceitam longe da idealização pequena, vil e torpe que nos querem resumidos a desserviço da população a quem devemos nossa missão de bem informar.

Sendo assim, vai aqui nossa solidariedade aos profissionais de imprensa que, independente, dos órgãos e empresas a que pertencem procuram realizar de forma competente e responsável sua rotina de informar, de cobrir, de checar e de expor ao grande público as escaramuças do poder, seja de um lado, seja de outro.

Vamos em frente.

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