O Estado islâmico está aqui?

Edição: 551 Publicado por: Redação em 21/06/2017 as 10:42

 
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Os meios de comunicação se arvoram e nos apavoram com os inquietantes ataques terroristas nas principais capitais da Europa. Quando não são bombas e tiros, são facas e veículos jogados contra as pessoas. As imagens impactam, estarrecem e nos entristecem, ao nos fazer constatar nossa vulnerabilidade. No entanto, não nos compadecemos dos atentados contra a vida que acontecem rotineiramente, todos os dias, bem aqui no Brasil. Assassinatos, chacinas, massacres, acidentes de trânsito que resultam em um número de mortes muito superiores às que agora têm acontecido por conta do Estado Islâmico.

Preocupa-nos de sobremaneira a insensibilidade a que fomos remetidos. Os absurdos números de mortes que acontecem no Brasil todos os dias, não comovem, não revoltam, não entristecem, não preocupam tanto quanto os que ocorrem no Hemisfério Norte. O brasileiro está apático ao que acontece em seu próprio país, tanto quanto pouco se importa com que ocorre na sua cidade, desde que não suje o seu portão, mas transmuta-se de cidadão do Mundo e se comove com a morte de ingleses, alemães e franceses.

Seria preciso a ajuda de profissionais de outras áreas e pesquisadores do comportamento humano, para equalisarmos tais constatações, mas causa-nos arrepio ver o quanto convivemos bem com atrocidades de toda sorte em nosso país, como se aqui não tivéssemos alternativa.

A apatia que nos toma, e pauta nossa mídia, transformou o que era para ser indignação, em tolerância. Estamos diante do caos e o assistimos diariamente pela televisão, anestesiados da emoção, como se normal fosse ser morto, trucidado, estuprado, roubado e violentado de todas e quaisquer maneiras.

A nosso ver, revela-se nossa impotência enquanto cidadão, inoperância de nossas instituições e falência generalizada de nosso Estado.

A guerra civil que se trava no Brasil, sem perspectivas de trégua está inundando o país de sangue, injustiça e medo. Entendemos que precisamos nos indignar diante de tanta violência e exigir de nossos homens públicos objetividade a curto prazo. Precisamos de um pacto urgente. Executivo, Legislativo e Judiciário precisam atuar com brevidade, caso contrário não teremos respostas ou avanços, mas sim cada vez mais e mais mortes. E se você não se comove, cuidado, pois a guerra não vitima somente soldados. A guerra nos joga, ricos e pobres, pretos e brancos, homens e mulheres, na vala comum. O que vem acontecendo seguramente no país, agora, sem futuro.

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