Vagas privativas

Edição: 551 Publicado por: Gustavo Abruzzini em 21/06/2017 as 11:16

 
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Participando de recente reunião, ouvi do procurador municipal, advogado Márcio Petrillo que as vagas privativas espalhadas pelo Centro da cidade acabaram. Ou que pelo menos não contarão mais com a retaguarda da Prefeitura afixando placas designando tais vagas. Antes que alguém se arvore para cantar vitória, foi o Jornal Local quem primeiro levantou o caráter inconstitucional de tal prática, numa de nossas edições de setembro de 2014, com a matéria “Vagas privativas: pode isso?” Na ocasião, justiça seja feita, só quem nos hipotecou apoio foi o advogado Jean Pierre, em carta publicada na edição seguinte a esta.

 

A minha ausência

Aos leitores que me cobram maior atuação desta coluna, peço minhas desculpas, mas sobrecarregado pelo meu alter ego que é escritor de reportagens históricas, lidando com o passado. Tenho estado ocupado até o último e já escasso fio de cabelo. No forno, lá de casa, dois trabalhos, que surgirão no cenário de literatura de não ficção, em breve... espero. Trazendo à tona novas e saborosas histórias do passado valenciano.

 

Bons ventos

A notícia veiculada na edição de semana passada do aumento de vagas na Faculdade de Medicina é uma vitória e tanto da atual administração da FAA. Após sanear a instituição, agora o mais importante empreendimento do município se fortalece à base de qualidade de ensino e nunca esteve tão em alta junto ao Ministério da Educação. Em breve, com certeza, o Centro Universitário se tornará realidade.

 

Quadros

Aliás, não entendo por que nossa política não bebe nas águas de instituições de sucesso como a FAA, a ABF e a Aciva para recrutar quadros para administrar o município. Afinal de contas, estas instituições só fazem comprovar que com seriedade, boas ideias e um certo talento se alcançam metas. E embora tenhamos instituições referencias no Estado do Rio, nosso município, infelizmente, tem ficado para traz, sobretudo, devido a políticas equivocadas, pautadas não na cidade, mas no voto.

 

Candidato

A política em Valença vive de aquecimento a base de falação. Como não há mais os embates clássicos de oposicionistas, os cafés e esquinas são retroalimentadas de ouvi dizer. Nesta modalidade, o que mais se fala ultimamente é da projetada candidatura de Luiz Antônio a deputado federal. André Correa, continuaria para estadual e o ministro Leonardo, mesmo sem alça, seria apresentado, agora, para o Senado.

 

Foi mal

A pedra no sapato de André, em Valença, vai mesmo ser o Hospital José Fonseca. A intervenção do Estado não deu certo devido à crise que se abateu sobre o governo – será por que, né Cabral - e, embora pouca ou nenhuma falta prática o referido nosocômio esteja fazendo, graças à excelência do atual Hospital-Escola - ficou triste e marcante o aspecto deixado que fez uma volta no tempo, remetendo-nos à década de cinquenta.

 

Esqueleto

O Hospital Geral José Fonseca foi idealização do provedor da Santa Casa (1920-1953), o filantropo José Fonseca que ao morrer deixou a obra no esqueleto. E, sem ele, o hospital só foi terminado com muito esforço comunitário liderado pelo comerciante Raif Tabet, em 1964. Voltamos, portanto, ao esqueleto.

 

Que necessidade

Agora, é preciso que a sociedade, Prefeitura, FAA e Santa Casa revejam aqueles planos e elaborem um novo projeto para o antigo Hospital José Fonseca. Até porque contar com o Estado me parece temerário. Que necessidade real temos na área da Saúde? Seria mesmo de outro hospital? Não sei. Com a palavra os entendidos.

 

Agora vai?

A tirar pela disposição dos participantes da reunião que elencou os diversos problemas envolvendo posturas municipais e patrimônio histórico, o reino da Tudopodelândia está com os dias contados. O esforço será no sentido de revitalizar e revalorizar o Centro de Valença, e aí quem faz o que quer e o que bem entende terá de se adequar a regras que deverão ser definidas e regulamentadas pelo Executivo Municipal.

 

Alento

Para este colunista que sempre implicou com os descasos e concessões ao “jeitinho”, esta notícia é um sopro de alento. Muito embora é claro que forças que se levantarão, contra tudo e contra todos. Até porque, ao tentar restituir a cidade de regras e deveres, esta ação ameaçará de morte privilégios e muitos maus hábitos que se instalaram a partir do investimento na decadência da cidade.

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