“Tekken 7” esquenta pancadaria entre os jogos de luta

Edição: 554 Publicado por: Marcelo Iglesias em 13/07/2017 as 08:37

 
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Sabia que as bitolas dos trens têm a largura das ancas de dois cavalos que puxavam uma biga romana? Pois saiba também que a medida foi crucial para a abertura de estradas na época do Império romano e depois tornou-se padrão no modal ferroviário. E o que isso tem a ver com games? Apenas o fato de um padrão ser determinado como definitivo e de a série de luta “Tekken” remontar a um estilo de jogabilidade de mais de 30 anos.

“Tekken 7” acaba de chegar ao mercado ocidental para PS4 e Xbox One, dois anos após seu lançamento no Japão, num momento em que “Injustice 2” tem feito a cabeça da galera que curte jogos de luta e “Marvel vs Capcom: Infinite” se prepara para estrear. O novo episódio da série da Bandai Namco retorna com seus principais personagens, excelentes gráficos e padrão de jogabilidade 3D só visto em séries realistas como “Fight Night” e “EA Sports UFC”, em que o jogador consegue se movimentar em 360° no ringue.

Esse modelo de movimentação foi criticado em games como “Street Fighter FX” e “Virtua Fighter”. Mas sempre funcionou bem em “Tekken”, mesmo que a turma habituè de “Street Fighter”, “King of Fighters” e “Mortal Kombat” prefira o padrão 2D, bem chapado, em que só se move para frente, para traz e saltos, sem movimentos em profundidade.

Essa maior liberdade de movimento implica dedicação maior para se esquivar e aplicar os golpes corretamente, mas também aumenta a graça do game. Vale mais ser rápido na distribuição de socos e pontapés do que enfeitar nos combos e especiais.

O game conta com modos de performance como o Rage Art e Power Crush, que aumentam os danos de ataques sequenciais em situações extremas.

Graficamente, “Tekken 7” é impecável. Com um nível de detalhamento muito rico e com cenários que absorvem os golpes. Pisos despedaçados fazem parte da cenografia. O game também é repleto de vídeos que tentam justificar porque um bando de caras abrutalhados, ursos pardos, pandas e até mesmo Akuma de “Street Fighter” se digladiam.

Roteiro de filme B

Criar uma história para justificar um bando de lutadores num mesmo ambiente passou a ser uma necessidade nos últimos anos. Na época dos fliperamas, praticamente não havia enredo e tudo se resumia a uma espécie de torneio. Hoje os games de luta são pensados para consoles caseiros e como todos os demais jogos de videogame, é preciso criar uma história envolvente. Até “FIFA 17” tem uma novela. Quem não se lembra de Alex Hunter?

“Tekken 7” tem modo história no menu de opções. O pano de fundo é o imbróglio entre Heihachi Mishima e a G Corporation de Kazuya Mishima. O game começa com a luta em que o jogador assume o papel de Kazuya, ainda garoto, contra o Heihachi, e termina sendo arremessado de um penhasco. Daí para frente a história insere vários conflitos entre personagens, fazendo a costura da trama.

No entanto, quem não tiver paciência para atravessar a novelinha, que não é difícil (basta aplicar os golpes determinados no canto da tela para liquidar o oponente), não tem problema. Não se trata de um modo carreira como nos games de MMA e boxe da EA Sports, em que o jogador escreve a trajetória do personagem.

O grande barato de “Tekken 7” e qualquer outro jogo de luta está nas pancadarias entre dois jogadores – presencial ou em lutas em rede. Legal mesmo é juntar a turma e fazer aquela rodinha de jogo.

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