Caro leitor

Edição: 567 Publicado por: Marcelo A. Reis em 11/10/2017 as 08:47

 
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Caro leitor; 

Não se assuste! Não sou portador de alguma ressurreta Ordem do Dia do General Silvio Frota. Nestas, invariavelmente, sobressaía a expressão “pundonor” o que, do ponto de vista sonoro, sempre me desagradou. O assunto é grave, muito mais sério. Falo da utilização das tropas federais em operações mal planejadas e de operacionalidade questionável, com o intuito de encobrir os fiascos de um Governo sem seriedade, sem decoro, sem compostura e sem qualquer outro adjetivo que se busque. É o (des) governo do descalabro. O propósito é desviar a atenção da opinião pública enquanto o “prisidenti” (sempre em minúscula) acintosamente compra a Câmara com o fito de blindá-lo e aos seus, nada republicanos, parceiros. Os Moreira Angorá, Padilha, Jucá, Cunha, Rodriguinho Maiazinha, Barbalhos, Lobões, Gedel, Loures, Gilmares (agora pousando de equilibrado) e tantos mais que se apoderaram da “Coisa Pública”. Vão dilapidando no interesse pessoal do grupelho, da malta, da súcia que compõem, entregando o Patrimônio Nacional na bacia das almas. É um total e completo oba-oba. E o efeito dominó é absoluto. A corrupção é desenfreada nos Três Poderes e em todos os níveis da Federação.

Falo com emoção e, de antemão, previno-o que a minha serenidade analítica está comprometida. Escrevo, neste momento, com o coração. Sempre tive muito orgulho em ser bisneto, sobrinho-neto, filho, sobrinho, pai de “milicos”. De ser de uma família que, se preciso for, entrega a vida à morte pela preservação do Brasil. Desde a Guerra da Tríplice Aliança, até aos tempos atuais, sempre houve, ininterruptamente, ao menos, um Américo dos Reis nas Forças Armadas. Digo com o peito estufado que nasci no Hospital Escolar, o H.E., como dizem os cadetes, da AMAN.  Ali cresci, aprendi as primeiras letras, onde servia meu pai. Instrutor e professor, por vinte e cinco anos, de diversas turmas de jovens que por lá passaram. Ao longo da vida, já me aproximo dos setenta, vi os militares fazendo o que a Nação queria. A ação, sem emitir avaliação, sempre refletiu o sentimento das ruas. Em 30, assumem o Poder, para passar aos revolucionários liderados por Getúlio Vargas, evitando consequências ainda mais dolorosas. Assim repete-se em 37, em 45 e em 1964. Há que, isentamente, observar que a maioria da população maciça e massivamente confia neles. Já disse diversas vezes que, há muito, ouço nos mais diversos locais, por pessoas de diferentes estratos sociais de que “no tempo dos militares era melhor”. Não afirmo que era ou não, apenas, aqui, venho reportando o que tenho escutado. 

E por que tal acontece? 

Ocorre porque ali sempre houve o patriotismo na sua mais acendrada concepção. Era o Brasil. É o Brasil!

Quando o país quis que os militares ficassem voltados, dedicados às suas funções, souberam os seus chefes maiores, Geisel, Murici, Golberi, Figueiredo, Walter Pires e todo o Alto Comando, caminhar ao encontro dos anseios, dos desejos da Nação. A Abertura, a Anistia e o reencontro com a Democracia devem muito às lideranças e à sabedoria política de Ulisses, Tancredo, Teotônio Vilella, e também aos militares, pela bela obra de engenharia política construída em conjunto.

Quem viveu, vive no meio da milicada sabe que o que os nutre é a preparação e a execução das suas missões constitucionais. A “Volta aos Quartéis”, sou testemunha, era o desejo da esmagadora maioria da tropa. 

Lá estão, querem estar e deverão permanecer. Lá é o lugar!

Por outro lado, não há como negar, em caso de colapso das instituições não há como se imaginar que fiquem parados vendo o país esfacelar-se na mãos dos marginais que assumiram os mais diversos cargos em todo o território nacional.

A fala do General Mourão não foi/é de ameaça, de coação, muito pelo contrário, foi um chamamento à razão, ao equilíbrio e à seriedade. Foi a voz de quem sabe que não é, e nem será, com desfile alegórico de tropas em Comunidades. Foi a voz de quem, após estudar detalhadamente, de fazer um verdadeiro e completo estudo de Estado Maior sabe que a solução se dará com as instituições funcionando adequadamente. Foi a voz de quem sabe, como ensinou o Sergio Moro em um dos seus livros, que tem que rastrear o dinheiro. 

Não nos iludamos; o General Mourão não falou sozinho, não foi um ato impensado de um tresloucado. Ao contrário, foi discutido com os demais membros do Comando da Força Terrestre e recebeu a não objeção do Comandante Geral.

É bom que os malandros do Palácio do Planalto, até por malandragem (rsrs!), respeitem as Forças Armadas.

Não tentem usá-las como escudos em seus propósitos espúrios!

Respeitem as instituições!

Como tal, respeitem o Exército senhores Temer e Jungman!

Esqueçam os seus trejeitos, manuais, as suas caras e bocas. Vocês não conhecem uma patrulha na Amazônia, no Pantanal ou no Sul; Vocês não conhecem as ações de Defesa Civil nas calamidades; Vocês dois e os que os cercam não sabem interpretar com a abnegação o lema estampado em todos os quartéis: “Brasil acima de tudo! “

O Exército de Caxias, Osório, Sampaio, Mallet, Rondon e dos “Pracinhas da F.E.B.” não é para brincadeira de bandidos empoleirados no Poder!

Até a próxima.

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