Mudanças e adaptações

Edição: 568 Publicado por: Ney Fernandes em 18/10/2017 as 08:02

 
Leitura sugerida

(Dados científicos, mostram que o atual modelo de desenvolvimento é insustentável e ameaça a sobrevivência humana)

Ruy Barbosa dizia que devemos ler de tudo que chegar a nosso conhecimento, inclusive o Almanaque. Lembram-se do Almanaque, aquela revistinha, que há anos atrás, as farmácias distribuíam para seus clientes? Bem! Partindo desse princípio, resolvi fazer uma leitura, que reputo de interessante, que longe de ser uma “utopia”, nos leva a muitas certezas, que ajuda a aumentar nossos conhecimentos: Decrescimento.

O tema suscita algumas interpretações, errôneas às vezes, que podemos até chegar no ponto de perguntar: é uma questão “reformista ou revolucionária”? Trata-se por certo de uma revolução. Esclareço, contudo, que para mim, neste texto, “revolução não significa nem guerra civil e nem derramamento de sangue”. É uma violência menos inevitável ainda, pois, a civilização capitalista caminha inexoravelmente para sua derrocada catastrófica; já não há a necessidade de uma classe revolucionária(?) para abater o capitalismo, ele cava seu próprio túmulo e o da civilização industrial, como um todo. Mas, afinal, como podemos ver o decrescimento? O decrescimento é um “slogan” político com implicações teóricas uma palavra que visa acabar com o jargão politicamente correto dos drogados do produtivismo. Ao contrário de uma ideia perversa que não produz necessariamente uma ideia virtuosa, não se trata de preconizar o decrescimento pelo decrescimento, o que seria absurdo, considerando bem, contudo, não o seria nem mais nem menos do que pregar o crescimento pelo crescimento. Essa é uma discussão longa e que nos coloca numa interpretação inicial. A palavra de ordem “decrescimento” tem como principal meta enfatizar fortemente o abandono do objetivo do crescimento ilimitado, objetivo cujo motor não é outro senão busca do lucro por parte dos detentores do capital, com consequências desastrosas para o meio ambiente e, portanto, para a humanidade. Não só a sociedade fica condenada a não ser mais que o instrumento ou o meio da mecânica produtiva, mas o próprio homem tende a se transformar no refugio de um sistema que visa torná-lo inútil e a prescindir dele. Para mim, o decrescimento não é o crescimento negativo. Fomos formatados pelo imaginário do sempre mais, da acumulação ilimitada, dessa mecânica que parece virtuosa e que agora se mostra infernal por seus efeitos destruidores sobre a humanidade e o planeta. A necessidade de mudar essa lógica é a de reinventar uma sociedade em uma escala humana, uma sociedade que reencontre seu sentido da medida e do limite que nós é imposto porque, um crescimento infinito é incompatível com um mundo finito. Acompanhando os fatos e, a própria história da humanidade, não podemos deixar de acreditar que, realmente, a sobrevivência humana está ameaçada. Desconhecer os avanços pelo qual veem passando o mundo, na ciência, na economia, na questão alimentar nas ideias, no pensamento. Em novas formas de gerir um país, seria impensado, nas questões das ideias e no pensamento, já há algum tempo discute-se o decrescimento, na busca de soluções para um futuro que a humanidade poderá sobreviver.

0 comentários

avatar
Escreva seu comentário...
Seu nome...
Seu email...