O Descrédito (total) do Judiciário

Edição: 568 Publicado por: Marcelo Iglesias em 18/10/2017 as 08:06

 
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Caro leitor;

Há muito nós, brasileiros, não confiamos nas instituições. Tal vem da nossa ibérica origem que sempre espera um “Salvador da Pátria” ou, na ausência dele, os atalhos, o jeitinho. Acreditamos e buscamos o canal informal; é o amigo, o amigo dos amigos, porque não acreditamos nas estruturas formais. Com razão! As que funcionam são as que funcionam em prol do Estado. Não o “Estado de Direito” de que tanto falam, mas dos Donos do Poder! Os politicões tradicionais que se apropriaram do Poder Público em proveito dos seus interesses pessoais.

O tão falado Mensalão e a Lava Jato fizeram acender uma luz de credibilidade na população geral. Os jovens juízes e procuradores deram um alento para todos, ao resolverem cumprir o que deles se esperava e se espera. Seriedade, isenção e dinamismo. A “Guerra de Quadrilhas” começou a ser sacudida e os outrora poderosos, de uma maneira abrangente, presos. Claro que havia e há uma série de manobras no sentido de que nada aconteça. 

A ducha de água fria, nas aspirações das pessoas de bem que ralam, que trabalham para tentar manter uma vida com um mínimo de dignidade, foi a última seção do STF que preparou o caminho para passar a mão na cabeça do “Aécim”. A não mais suprema corte (tem que ser, quando necessária, escrita em minúsculas) curvou-se, cedeu aos ditames da quadrilha, vencedora, instalada em Brasília. Não aceitar a quadrilha PTista não pode, em nenhuma hipótese, significar aprovação à quadrilha que gravita em torno do “temer” (o insignificante). 

A percepção clara, simples e direta é que a camarilha dos Gedel, Jucá, Barbalho, Moreira “Angorá” Franco, Padilha, “Aécim”, tudo pode!

Exceto um ou outro, onde sobressai o ministro Luiz Roberto Barroso, o que o pouco de confiança no dito, “Excelso Pretório” não mais existe. Acabou!

A ministra Carmen Lucia conseguiu iludir a opinião pública com várias frases de efeito, com ares, supostamente, simples.  

Na verdade, é um Gilmar Mendes de saia!

A sua postura não foi a de “dar um tiro no próprio pé”. Foi muito mais; deram um tiro na cabeça.

Parado na rua, em um posto de gasolina, diz a um amigo, simples, e claramente, um caminhoneiro: “Quiria uque? Tão tudu acertadu. São a merma p...!”

O descrédito é total!

É absoluto!

Aí mora o perigo!

Até a próxima.

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