Olá leitor amigo,

Edição: 569 Publicado por: Redação em 25/10/2017 as 08:26

 
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Nosso jornalismo, aparentemente, se estagnou. A crise econômica nos impôs um regime que nos devolveu a silhueta dos primeiros anos. Reduzimos colaboradores, páginas e alcance. Mas mantivemo-nos otimistas de que dias melhores virão. Governos se sucedem e enquanto, em Valença, o que comunicava-se mal, com requintes de autoritarismo anacrônico, foi trocado por outro muito mais afável, disposto a nos atender e com forte senso e espírito democrático; em Rio das Flores, o que era fortemente comunicativo, foi trocado por outro que prefere o silêncio como se estranhos fôssemos a ele.

Por outro lado, arrefeceram-se os ímpetos de cidadãos, uns leitores outros não, que buscavam o jornal para expor problemas, irregularidades, omissões e desrespeitos ao erário público. Mudamos nós ou mudaram o peso das demandas governamentais. Nossa disponibilidade, podemos afirmar, continua intacta, apesar de nossa estrutura não comportar, no momento, grandes saltos ou grandes malabarismos de ensandecidas apurações.

Aos críticos da falta de determinadas abordagens, sempre é bom que se ressalte que não há jornalismo, por mais simplório que seja o veículo, caso não haja o denunciante, sujeito ativo de qualquer matéria. E no que tange à política, não é de hoje que extinguiu-se a figura da oposição com personalidade e imaginação. Além disso, em nossa trajetória, inúmeras foram as vezes em que nos deparamos com os prováveis cidadãos denunciantes de fatos pautáveis que não querem aparecer, não podem aparecer, ou que temem aparecer e que bancam suas denúncias a partir de “achismos” e “ouvi dizer”, sem provas ou indicações corretas de onde obtê-las. No geral, o que se quer ou que se pensa é que um jornal se faz com procurações ocultas a toda sorte de interesses. É preciso que nosso público-alvo compreenda que o jornalismo que fazemos é pautado na responsabilidade e não mais na leviandade de outros tempos. Nosso compromisso é com o cidadão, seus deveres e seus direitos e não cabe a nós, apenas, a tarefa de lutar por um mundo melhor. Somos um meio de comunicação, quem nos torna revolucionário, opaco ou aparentemente “comprado” é a forma como a sociedade a que prestamos serviços nos entende e nos utiliza, no afã de alcançar os objetivos idealizados em nossa Carta Magna. A República e a Democracia se constroem dia após dia, assim como o jornalismo livre e responsável. Experimentemos participar destas construções mais efetivamente e veremos uma Nação, um Estado e um Município serem reconstruídos.

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