Vacinados

Edição: 571 Publicado por: Gustavo Abruzzini em 08/11/2017 as 08:44

 
Leitura sugerida

A Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República no Rio de Janeiro publicou na terça-feira (31/10) notícia de que a Justiça Federal, em Barra do Piraí determinou a indisponibilidade de bens dos ex-vereadores Salvador de Souza e Genaro Eurico Rocha, além do ex-secretário de Saúde do governo Álvaro Cabral, Sérgio Gomes da Silva.

 

Improbidade

O motivo foi a ação civil pública por ato de improbidade administrativa, movida pelo Ministério Público Federal (MPF) de Volta Redonda, por conta daquele episódio, entre os dias 13 a 19 de abril de 2016, da liberação indevida de doses da vacina contra a gripe Influenza H1N1, para benefício pessoal e de familiares. Os ex-vereadores tiveram a indisponibilidade de bens determinada em cerca de R$ 98 mil e o ex-secretário em cerca de R$ 89 mil.

 

Escândalo

A trapalhada que na época repercutiu na grande imprensa, sendo tratado como escândalo se deu por conta dos réus terem autorizado a aplicação da vacina contra a gripe Influenza H1N1, fornecidas pelo SUS, a parentes de vereadores, servidores da Câmara Municipal de Valença e funcionários do hospital - pessoas não inseridas no grupo prioritário da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, formado por crianças entre seis meses e cinco anos, gestantes e portadores de doença renal crônica.

 

Poder

Na ação, o MPF destaca que a gravidade dos atos é ainda maior, já que, à época, foram identificadas pessoas infectadas com o vírus da doença na cidade de Valença, ocorrendo inclusive uma morte. Além disso, os três acusados se utilizaram do poder hierárquico dos cargos que ocupam para constranger as enfermeiras e um motorista a praticar suas ordens ilegais, configurando, segundo interpretação do procurador da República Lucas Horta, autor da ação, “nítido assédio moral”.

 

Dupla de três

O MPF sustenta que Salvador de Souza, com consentimento e auxílio de Genaro Eurico Rocha, determinou o deslocamento da técnica de enfermagem para ministrar indevidamente a vacinação, utilizando 59 doses, enquanto Sérgio Gomes da Silva liberou, também irregularmente, mais de 480. O processo responde pelo número 0126652-43.2017.4.02.5119.

 

Esquema

E por falar em trapalhada, a edição deste domingo (05) do jornal O Globo traz matéria sobre as delações do marqueteiro das campanhas de Sérgio Cabral e Luiz Fernando “Pezão”. No esquema, o marqueteiro Renato Pereira expõe as promíscuas relações de agências e produtoras com a anuência da turma do governo. Dentre estes, surge agora o ex-subsecretário de Comunicação e meu, pasmem, ex-colega de faculdade, Ricardo Cota, que, para minha sorte, ignorou-me e nunca respondeu aos meus e-mails em que apresentava este humilde jornal do interior. Melhor assim.

 

Encontro

No domingo, dia 12, acontecerá mais um encontro dos ex-alunos da Escola Normal, a partir das 9 horas, nas dependências do colégio.

 

Retificando

Já no final desta edição, recebemos um pedido de retratação, mas da fala do prefeito, na matéria da edição anterior, sobre a municipalização do Instituto de Educação Deputado Luiz Pinto. A comunidade escolar daquele educandário informou que tem hoje matriculados 703 alunos, e não quinhentos como alegou o prefeito. E que a capacidade do prédio é de 1.750 alunos, conforme dados oficiais do governo estadual, apesar de a capacidade real ser menor do que a declarada pelos governantes. Na reportagem, mencionada, fora dito, haver uma capacidade de 2.400 alunos.

0 comentários

avatar
Escreva seu comentário...
Seu nome...
Seu email...