Blá-blá-blá e leviandades 

Edição: 571 Publicado por: Marcelo A. Reis em 08/11/2017 as 08:45

 
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Caro leitor;

Vivemos um momento de blá-blá-blás levianos dos políticos que nos assolam. Pessoas, que muito mais do que currículo têm uma folha corrida de antecedentes (acrescento presentes) criminais, deitam falação sobre ética, moral, decoro, dignidade e por aí vão na maior cara de pau. No quadro que estamos, um (des) governo de insignificâncias vai cometendo as maiores barbaridades, empenhando e entregando o nosso futuro.

Ainda recentemente a “escrava” Luizlinda Valois, (des) ministra de sei lá o quê, deitou um monte de asneiras a respeito de sua “penúria” pessoal, com alegações que não merecem que percamos tempo. 

Graves são as afirmativas do ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, a respeito do conluio entre o nível superior da PM do Estado do Rio, os políticos e o crime organizado. Graves pelo conteúdo e, mais ainda, graves por terem sido ditas por quem tem, em nível nacional, tais responsabilidades. Tivesse sido em um papo de botequim, regado a chopp, com amigos de infância, ex-colegas de ginásio, vá lá. Assim, não o foi, mas o fez publicamente e desafiando, numa clara inversão, de quem pensasse o contrário que o desmentisse... de qualquer forma cabe pensar.

O presidente da Câmara, primeiro, disse estar perplexo (!), depois, ajeitou-se de modo a tirar uma casca, uma rebarba política para nutrir a sua candidatura(!) ao Governo Fluminense. O (des) governador Pezão, indignado, decidiu que iria interpelar judicialmente o titular da Justiça. Aliás, de passagem, indignados estamos nós em ver os funcionários, ativos e inativos, sem receberem os seus proventos. Coisa que não ocorre com os altos escalões. Esticando o parêntesis aberto, estava em uma loja lá do Rio e a pessoa que, ao meu lado, aguardava atendimento, relatou que estava ali para cancelar o celular. Tem uma filha com necessidades especiais e, sem receber há meses, não sabe mais o que fazer. É aí que Pezão, Cabral, Rodrigo Maia e todos os parlamentares estaduais e federais que deram seus avais, políticos ao menos, deveriam estar atuando. Ainda que ponha em dia os atrasados, os juros de empréstimos e mil outros acréscimos já se foram...

Para eles só uma palavra, repetida ao infinito; canalhas!  Nada à mais.

Voltemos ao Torquato Lorena Jardim. O que disse de tão espantoso? Nada que nenhum de nós que tenha participado da política fluminense sempre o soubemos. Todos os chefes de inspetorias da Fazenda, titulares das Delegacias de Polícia, comandantes de batalhões e de altos cargos na PMERJ e na SSP/RJ há muito são objeto de indicações respaldadas pelas forças políticas ligadas ao governador de plantão. Quem frequenta os corredores da Assembleia, das diversas Câmaras de Vereadores e goza da confiança de algum deputado federal, sabe que V, W, X, Y e Z controla a área tal ou qual, comanda o roubo de cargas, o roubo/desmanche de autos, o tráfico de armas/drogas.

Imagine, se nós sabemos de tudo isso, ainda que à boca pequena, o que não sabem as excelências da província Fluminense!?!?

Todos agora se mostram perplexos!

Nos poupem Pezão, Rodrigo, Picciani e tantos mais! 

Há muito aqui dissemos, clamamos, pela Intervenção Federal, militar (Zona de Guerra) no Estado do Rio de Janeiro.

Tal não acontece pela fraqueza dos (des) governichos “temer” e “pezinho”.

Você deve estar dizendo que conhece muitos PMs sérios, trabalhadores e idealistas. É verdade. Também conheço e tive diversos deles trabalhando comigo, mas os pontos chaves estão comandados e controlados. As PMs, uma considerável força com cerca de 500 mil homens em todo o território nacional, foram há muito partidarizadas e os partidos vivem uma relação simbiótica com as organizações criminosas.

Você, esperto e atento, sabe que o comando não é do Marcinho VP, do Marcola e de outros peixes miúdos.

A blindagem do temer e o “liberou geral” do STF, significaram a “oficialização” do crime organizado no comando da Nação.

Até a próxima.

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