“Origins” tira franquia “Assassin’s Creed” da mesmice

Edição: 572 Publicado por: Marcelo Iglesias em 16/11/2017 as 08:36

 
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Antes da E3 2017, muita gente especulava sobre os rumos que a série “Assassin’s Creed” tomaria. Afinal, a franquia da francesa Ubisoft estava cada vez mais se aproximando do século 20, o que romperia com a espinha dorsal da trama que se constrói em reviver memórias de antepassados preservadas no DNA de seus descendentes. No entanto, “Assassin’s Creed: Origins” segue o caminho de outras tantas franquias e ao invés de seguir em frente no tempo, viaja ao passado.

O game se passa no Egito, pouco antes da Era Cristã, onde a região era comandada por Ptolomeu. O jogador assume o papel de um guerreiro Medjai (que formavam o exército egípcio) chamado Bayek, e que busca vingança após ser envolvido numa conspiração.

A história tem elementos que parecem inspirados do longa-metragem “Gladiador”, em que um homem de grande moral e habilidade de combate, de convívio próximo ao monarca, é tido como traidor e seu filho morto. E, assim como Maximus Decimus Meridius, Bayek terá a sua vingança. O mais legal é que a relação com a “Ordem dos Assassinos” é algo que vai se construindo, como se fosse uma prévia do que foi mostrado no primeiro episódio da franquia, publicado lá em 2007.

Apesar da semelhança com o filme “Gladiador”, a trama de “Assassin’s Creed: Origins” é muito bem amarrada e mais uma vez destaca o esforço dos produtores franceses em combinar o enredo com fatos históricos reais. Daí, podemos dizer, que mais uma vez “Assassin’s Creed” é uma aula de história.

Jogabilidade de “Origins”

“Origins” também revela uma evolução na jogabilidade. O game recebeu um gigantesco mapa que reproduz os domínios egípcios na Idade Antiga. O jogador tem uma infinidade de tarefas a serem cumpridas em cada uma das regiões como se o game fosse um “GTA sobre camelos”. As missões são das mais variadas, como coletar itens de naufrágio, resgatar crianças presas num covil de hienas e claro, assassinar sujeitos malvados e opressores.

Graficamente o game é muito bem feito. É nítido que o jogo foi produzido para explorar as capacidades 4K dos consoles PS4 Pro e Xbox One X, além dos PC de alto desempenho. A riqueza de detalhe impressiona até mesmo nos veteranos como PS4 (padrão) e Xbox One.

Um recurso legal é que o game permite que o jogador produza fotografias da campanha e as poste nos pontos do mapa em que foi feita. Igual ao que Google faz em seu aplicativo de mapas.

Elementos de RPG

“Assassin’s Creed” também ficou mais complexo, com campanha cadenciada como num RPG clássico. O jogador pode evoluir em diversos quesitos, numa dinâmica que segue um padrão corriqueiro em produções da Ubisoft como “Far Cry”, “The Division” e “Ghost Recon: Wildlands”.

O jogador recebe pontos de avanço de nível que permitem melhorar suas habilidades de defesa, combate e saúde, assim com também se torna apto para usar armamentos sofisticados e também promover melhoras de seu inventário. Assim, o game segue sem aquela correria das edições passadas em que tudo se baseava em execuções, o que deixava a trama repetitiva.

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