O Desmonte da Lava Jato, o STF, o MPF,  o DPF, o Legislativo etc e tal

Edição: 573 Publicado por: Marcelo A. Reis em 23/11/2017 as 07:50

 
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Caro leitor; 

Vimos, em nossas conversas, dizendo que a questão brasileira é, acima de tudo, política. Falta confiança nos, ditos, homens públicos. Ainda por estes dias, vi a prestigiada jornalista Miriam Leitão ressaltar que, mesmo com a melhora (?) dos indicadores econômicos, o prestigio do “temer” e seu governo não melhoraram. Adendo Eu, não melhoram e não vão melhorar. Falta-lhe credibilidade. O cidadão brasileiro comum, o homem da rua, não se reconhece na briga dos altos escalões. Não identifica nada em seu favor. Ao contrário vê uma briga de quadrilhas, cada vez mais dura, mais intensa, e ele tendo que, no popular, “se virar mais do que peão” para sobreviver, para manter a sua família. Assiste, no meio da maior crise da nossa História, ao Mandarinato impondo-lhe, mais e mais, sacrifícios enquanto arroga-se maiores privilégios. Vemos o ocupante do Palácio do Planalto, e a malta que o circunda e que que é por ele coordenada, os Jucás, Eunícios, Aécios, Moreira “Angotox”, seu genro emprestado, Rodrigo Maia e as ramificações estaduais, preocupados apenas na blindagem da quadrilha e na manutenção dos seus ganhos ilícitos. Desde 2013, vemos os expoentes partidários publicamente, ou por baixo dos panos, associarem-se para desmontar a Lava Jato.  “temer”, vice da “Gerentona”, articulava o impeachement e a detonação das investigações e tem com uma determinação de missionário jesuíta perseguido os seus objetivos. O caso do Rio de Janeiro, não o único, é o mais agudo da Federação. A quadrilha que apossou-se da máquina pública, apesar de toda a tragédia que causou àquele estado, EX referência nacional, segue impávida procedendo a destruição, ao arraso de tudo. Aqui mesmo já pedimos a intervenção federal (militar em área de guerra) para restituirmos a tranquilidade e a ordem/segurança. Claro que “temer”, “Angotox” e Rodrigo não querem, não podem nem ouvir falar. Imagine uma devassa ali. Imagine os deputados estaduais (presos e soltos) tendo que prestar contas e cooperando com o MPF... Não sobra nada... A audácia da quadrilha do Rio foi/é tão grande que, um dos presos preventivamente, estava, em paralelo, sendo indicado para o Tribunal de Contas do Estado, órgão que de vigilante, de protetor da moralidade pública transformara-se em antro de marginais. Praticamente todos os conselheiros estão afastados, embora recebendo suas remunerações (!!). As quadrilhas se articulam. Os PCC, CV, ADA, todos, estão/são articulados com os partidos políticos. Reitero o que já indaguei aqui mesmo. Por que existem áreas em que só determinados partidos / políticos tem acesso? Ainda falando sobre o Rio de Janeiro, todos os que circulam no ambiente político sabem quem controla /protege o quê; o tráfico, o roubo de cargas, o desmanche de automóveis, os “Gatonet” e a lista não teria fim. Ainda que possa haver indícios veementes, uma evolução patrimonial estapafúrdia, não prejulgamos os deputados Picciani, Paulo Melo e Albertassi, mas, por outro lado, não há, pelo poder político de que dispõem, como serem investigados sem estarem presos preventivamente. Soltos obstaculizarão as investigações!

Toda a ação é coroada com a remoção, lenta/articulada, diria “científica” daqueles que obstam os propósitos maiores. A mudança na Procuradoria Geral da República (ainda que possam ter escolhido mal para os objetivos deles), e a do Diretor Geral da Polícia Federal fazem parte da mesma jogada. O ministro da Justiça, ainda que digam que para lá foi para pôr o “cabresto” na PF, foi totalmente alijado da escolha /nomeação do Delegado Segóvia. Foi uma escolha do investigado “temer”...

A coluna hoje está bastante embaralhada porque reflete o caos administrativo, ético e moral que vivemos...

E o STF? Tem expoentes jurídicos e éticos, como Barroso e Celso Melo; mas o comando de fato é do Gilmar Mendes. Faz o que quer / como quer / quando quer e vai a tudo atropelando...

Carmen Lúcia? Não é nada! 

Temos que nos mobilizar desde os nossos condomínios, ruas, bairros e cidades.

Temos que fazer política no dia a dia; não como nos omitirmos e, depois, querer D. Sebastião ou os militares venham sanar a nossa omissão!

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